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Azul ganha prêmio de melhor cia aérea do Brasil

A Azul Linhas Aéreas - cujo hub está localizado em Campinas - venceu o prêmio Aviação Brasil como melhor companhia aérea brasileira de 2025. A cerimônia de premiação ocorreu na terça-feira (26) em Brasília. Já o evento é uma iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para reconher aeroportos e empresas que registraram os melhores indicadores de desempenho no país. O intuito é promover a eficiência, a competitividade e a acessibilidade do setor. "O prêmio é um reconhecimento fundamental para a aviação, porque valoriza iniciativas de inclusão, boas praticas na prestação de serviços, além de dar mais comodidade e bem estar às pessoas", afirma o ministro Silvio Costa Filho. No ano passado, a aviação civil brasileira registrou 130 milhões de passageiros.

O prêmio foca em organizações que apresentam métricas de qualidade, de eficiência e de compromisso com a experiência do cliente, além de considerar as ações que geram impacto na conectividade aérea entre as regiões do país.

Fomento

Para o presidente da Azul, Abhi Shah, o prêmio é um incentivo. "É um reconhecimento que nos motiva a continuar evoluindo, com foco no futuro. Na Azul, temos o propósito de servir o Brasil conectando pessoas e destinos com qualidade, segurança e eficiência, mantendo uma relação próxima, de olho no olho com nossos clientes, e priorizando continuamente a excelência dos nossos serviços. Esse resultado demonstra a força dos nossos times, a solidez da nossa operação e a relevância do papel da Companhia para a economia nacional".

Aeroportos Regionais

Durante a cerimônia, a União instituiu o Programa Investe Mais Aeroportos Regionais para permitir que estados e municípios autorizem contratos comerciais com prazos superiores aos das concessões vigentes.

A medida equaliza as regras locais às federais e possibilita parcerias de até 45 anos. Segundo Costa Filho, a norma amplia a segurança jurídica para a construção de hotéis, shoppings e terminais de carga. O modelo adota um sistema progressivo de prazos proporcional ao porte do investimento para integrar aeródromos às economias regionais.

O objetivo é diversificar receitas e garantir autossuficiência aos complexos, atraindo empreendimentos de grande porte, integrando os aeródromos regionais às economias locais. Atualmente, 422 aeroportos operam por convênios de delegação, mas apenas 50 podem aplicar contratos de longo prazo.

A companhia

É a maior aérea do Brasil em número de cidades atendidas e de rotas domésticas diretas. Oferece mais de 800 voos diários para 137 destinos, em mais de 230 voos nacionais sem paradas. Com uma frota operacional de cerca de 180 aeronaves e mais de 15 mil tripulantes, foi eleita

pela Cirium (empresa líder em análise de dados de aviação) como a 2ª companhia aérea mais pontual do mundo em 2023. Em 2020, foi premiada como a melhor companhia aérea do mundo pelo TripAdvisor, sendo a primeira vez que uma aérea brasileira conquistou o primeiro lugar no Traveller's Choice Awards.

Restruturação

Em fevereiro, concluiu o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. A reestruturação financeira envolveu um aumento de capital de R$ 4,98 bilhões e aportes de US$ 300 milhões realizados por credores e pelas companhias American Airlines e United Airlines, deixando o fundador David Neeleman sem o controle acionário da empresa.

No aspecto operacional, recebeu a 42ª aeronave Embraer E195-E2 em março de 2026, marcando o início das entregas de frota do ano com foco em eficiência e sustentabilidade.

A estratégia atual prioriza a malha doméstica e a consolidação financeira, com a previsão de expansão de novas rotas internacionais planejada apenas para 2027.