COLUNISTA

Práticas de assédio eleitoral seguem após fim da votação, pontua TRT-15

Práticas de assédio eleitoral seguem após fim da votação, pontua TRT-15
Autonomia patronal se limita à gestão empresarial, informa o órgão Crédito: MPT-Campinas

O Ministério Público do Trabalho (MTP) da 15ª Região cuja sede é Campinas registrou aumento nas notificações sobre retaliação política no ambiente corporativo após o pleito de 2026. Entre a noite de domingo (25) e a manhã de quarta-feira (28), a regional paulista somou 80 novas queixas, o que representa 37% de todas as ocorrências contabilizadas ao longo do ano.

Os dados evidenciam que a coação eleitoral persiste mesmo com o fim da votação, impulsionada por postagens na internet que instigam demissões motivadas pela opção partidária das equipes. Ameaçar, dispensar ou recusar profissionais devido às suas escolhas eleitorais configura desvio grave, pontua o órgão. 

Segundo a procuradora Marina Tramonte, a autonomia patronal se limita à gestão empresarial, devendo ser preservado o direito à livre manifestação ideológica, sob pena de responsabilização legal pelo órgão. 

Como denunciar

Qualquer cidadão que presenciar ou for vítima de intimidação política no trabalho pode acionar o MPT de forma remota e anônima pelos portais prt15.mpt.mp.br ou mpt.mp.br. Para instruir as investigações, recomenda-se salvar evidências digitais, como prints de mensagens e postagens, além de áudios e contatos de testemunhas. O órgão reforça que o recebimento de denúncias segue ativo para casos ocorridos em qualquer etapa da eleição.