O Hospital PUC-Campinas informou nesta quarta-feira (17) que o Pronto-Socorro Adulto do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta um quadro de superlotação e opera com ocupação 415% acima da capacidade instalada. Segundo a instituição, a situação tem comprometido a capacidade de receber novos pacientes encaminhados pela rede pública.
De acordo com o hospital, 19 pacientes aguardam vagas para cuidados intensivos e outros 44 permanecem acomodados em macas nos corredores da unidade, cenário atribuído à elevada demanda por atendimento.
Em nota, a direção afirma que, diante do atual volume de pacientes, não há condições seguras para receber novos encaminhamentos via SUS. Por esse motivo, solicitou à Regulação Municipal a avaliação do direcionamento de pacientes para outras unidades de saúde, com o objetivo de garantir a continuidade e a segurança da assistência prestada.
O hospital também pediu o apoio da imprensa na orientação da população para que, sempre que possível, procure outros serviços da rede de saúde.
Este é o quinto registro de superlotação no Pronto-Socorro Adulto da instituição em 2026. Desde fevereiro, a unidade vem enfrentando sucessivos aumentos na demanda. Naquele mês, havia 74 pacientes internados para uma estrutura com apenas 20 leitos. Em março, a ocupação chegou a 310% da capacidade, percentual que subiu para 360% em abril e alcançou 390% em maio.
A recorrência dos episódios de superlotação ao longo do ano evidencia a pressão enfrentada pelos serviços de urgência e emergência da cidade, especialmente durante os períodos de maior circulação de vírus respiratórios e aumento da procura por atendimento hospitalar.
Superlotação se repete
O novo alerta emitido pelo Hospital PUC-Campinas ocorre em meio a uma sequência de episódios de superlotação registrados ao longo de 2026. Desde o início do ano a unidade vem relatando ocupação muito acima da capacidade instalada do Pronto-Socorro Adulto do SUS, em um cenário que tem pressionado a rede hospitalar da cidade.
Em março, o hospital informou que operava com taxa de ocupação de 310% e declarou não ter condições de receber novos pacientes encaminhados pela rede pública. Na ocasião, a situação levou a Prefeitura de Campinas a cobrar do Governo do Estado a abertura de novos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), em meio ao aumento da demanda por internações. O quadro era agravado pela identificação de uma bactéria multirresistente na UTI do Hospital Mário Gatti, que também enfrentava dificuldades para absorver novos pacientes.
Pouco mais de um mês depois, em abril, a instituição voltou a comunicar um cenário crítico. Segundo o hospital, o pronto-socorro operava com ocupação de 360% acima da capacidade instalada. Naquele momento, 14 pacientes aguardavam vagas para cuidados intensivos e outros 46 permaneciam acomodados em macas nos corredores à espera de internação.
Em maio, a situação voltou a se repetir. A ocupação chegou a 390% acima da capacidade, com 18 pacientes necessitando de leitos de terapia intensiva e 47 acomodados nos corredores da unidade. O hospital atribuiu o quadro à elevada procura por atendimento e voltou a solicitar apoio da regulação municipal para o direcionamento de pacientes a outros serviços de saúde.
Agora, em junho, a ocupação alcançou 415% acima da capacidade instalada, o maior índice registrado pela unidade neste ano. O hospital informa que há 19 pacientes aguardando cuidados intensivos e 44 em macas nos corredores. A repetição dos episódios ao longo de cinco meses consecutivos evidencia a pressão sobre os serviços de urgência e emergência da cidade, especialmente durante o período de circulação de vírus respiratórios e aumento das internações por doenças sazonais.
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