Por: Redação

Pinga-fogo | Falta de ética em Campinas expõe impacto direto nas políticas públicas

Ailton da Farmácia tenta resolver a situação desde 2019 | Foto: Câmara Municipal de Campinas

Mito de Sísifo I

A falta de ética em Campinas gera um custo elevado para a população que depende de continuidade nas políticas públicas básicas. A constante dança das cadeiras interrompe fluxos de trabalho e obriga lideranças comunitárias e parlamentares a reiniciarem diálogos que já deveriam estar consolidados.

Mito de Sísifo III

O encontro serviu para apresentar o cenário ao recém-empossado secretário Eduardo Magoga (Cidadania-SP), que assumiu a cadeira de Henrique Cirilo, do mesmo partido, que retornou como vereador à Câmara. Enquanto isso, moradores do Centenário 2 aguardam pela escritura há 30 anos.

Mito de Sísifo II

O caso do Núcleo Habitacional Centenário 2 exemplifica esse retardo no direito à moradia e ao documento oficial da propriedade. O vereador Ailton da Farmácia (PSB-SP) precisou organizar uma nova reunião na Secretaria Municipal de Habitação para retomar tratativas de regularização fundiária.

Mito de Sísifo IV

Sem o registro formal das propriedades, o bairro fica impedido de receber melhorias essenciais, como pavimentação adequada e redes completas de água e esgoto. As tratativas para regularizar a área tiveram início em 2019 também por iniciativa de Ailton, mas não avançaram devido à burocracia e a incompetência da Pasta.

Mito de Sísifo V

Campinas possui cerca de 560 núcleos habitacionais e, embora a prefeitura tenha entregue 22 mil matrículas nos últimos 2 anos, a demanda reprimida exige constância, já que interrupção de cronogramas por questões políticas faz com que comunidades permaneçam no limbo.

Mito de Sísifo VI

Enquanto secretários mudam de cargos, indo e vindo do Executivo para o Legislativo e vice-versa, obedecendo cotas partidárias e interesses pessoais, a população, que nada tem a ver com isso, é penalizada por gerações: 30 anos não são 30 dias.