A Polícia Civil está investigando uma suposta tentativa de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PPC) em estruturas públicas e incluiu Campinas nas investigações. A documentação aponta supostas irregularidades ocorridas de 2015 a 2017 na gestão do ex-prefeito Jonas Donizette (PSB-SP) por intermédio de Thiago Rocha de Paula. Indica que a estratégia consistia na inserção da facção criminosa mediante alianças políticas e projetos vinculados a uma fintech voltada a emissão de boletos e gestão de receitas para lavagem de dinheiro. Seis investigados foram presos ontem, e um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na região da Vila Brandina em Campinas.
Polícia investiga PCC II
O processo cita o secretário-adjunto de promoção social de Nova Odessa e presidente do diretório do PSB na cidade, Mateus Rosa Tognella, ex-assessor de Jonas em Brasília. Tognella ocupou funções na Prefeitura de Campinas entre 2013 e 2020 como assessor no gabinete do prefeito e coordenador na Secretaria Municipal de Educação. Manteve o vínculo com o Executivo até março de 2021, início da administração Dário.
Polícia investiga PCC III
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 513 milhões em bens e ativos financeiros dos envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro. À imprensa, Jonas informou que Tognella não integra seu quadro de assessores e ressaltou que o inquérito policial não possui relação com o exercício do cargo legislativo. Destacou que não possui informações sobre a conduta do antigo colaborador durante o tempo mencionado. Já a Prefeitura comunicou que a operação policial não possui vínculo com a gestão atual.
Polícia investiga PCC IV
Segundo a Prefeitura, Tognella se desligou do governo na transição de 2021 e não possui relação com o poder público desde então. A defesa dele manifestou que o nome de Tognella consta nas investigações sem a existência de imputação formal, indiciamento ou acusação sobre conduta ilícita e ressalta a observância aos princípios da presunção de inocência.