As ocorrências na 4ª Delegacia de Atendimento ao Turista de Viracopos registraram uma alta de 59% em um período de três anos. O volume saltou de 700 casos em 2023 para 1.114 ocorrências em 2025. Desse total computado no último ano, 922 registros foram categorizados como furto e extravio de pertences, o que representa 82% do montante total de ocorrências do ano anterior.
O detalhamento dos dados de 2025 aponta que 992 registros foram motivados por perda ou extravio de objetos. As demais ocorrências dividem-se em 62 casos de furto, 53 registros de fatos não criminais, dez episódios de ameaça e seis de agressão física.
O coronel Marci Elber Rezende, ex-comandante da PM em Campinas, afirma que é necessário fazer uma distinção entre as ocorrências, já que o dado mais relevante é que a grande maioria dos registros refere-se à perda e extravio, totalizando 922 de 1.114 casos.
O especialista em segurança pública ressalta ainda que o aumento do fluxo de passageiros no período pós-pandemia é um fator diretamente ligado ao crescimento dos números.
No entanto, observa que os casos de crimes com violência permanecem baixos. "São muito baixos. São 62 ocorrências, apenas 5,5% do total de registros. Para um aeroporto de grande porte, esse é um número tecnicamente baixo, sugerindo que o policiamento e o monitoramento por câmeras (CFTV) são eficazes em inibir a ação de grupos criminosos", declara.
Rezende lembra que "a segurança em aeroportos, basicamente, trabalha em duas camadas, a institucional e a preventiva do usuário". Quanto aos passageiros, especificamente, orienta: "etiquetar a mala por fora é o básico, mas colocar uma identificação interna (como um cartão de visitas ou papel com contatos sobre as roupas) é crucial, caso a etiqueta externa seja arrancada acidentalmente nas esteiras".
Além disso, tens de alto valor (eletrônicos, joias, dinheiro) nunca devem ser despachados. "Tecnicamente, as companhias aéreas possuem limites de indenização por peso de bagagem, que muitas vezes não cobrem o valor de um laptop ou câmera profissional", explica.
O coronel recomenda também "o uso de travas TSA e lacres plásticos coloridos, pois ajudam a identificar rapidamente se a bagagem foi violada, antes mesmo de sair da área restrita de desembarque".