Por: Redação

CORREIO DE CAMPINAS | Respeito supera divergência política no adeus a Signorelli I

Prefeitura declarou luto pela morte de Signorelli | Foto: CNBL

Oposições ideológicas não são motivo para desrespeito. Divergência de ideias é elemento natural do debate público e não deve impedir o reconhecimento da dignidade humana e das qualidades pessoais de quem defende pensamentos distintos. O falecimento do ex-vereador Carlos Francisco Signorelli, aos 77 anos, reforça a importância da convivência civilizada. Exemplo disso foi dado pelo ex-vereador Thiago Ferrari, que se manifestou publicamente sobre a perda do antigo colega de parlamento. Afirmou que ambos estiveram em lados opostos na política, mas que Signorelli foi uma pessoa atenciosa e respeitosa, com quem teve o prazer de conviver e aprender na Câmara.

 

Respeito supera divergência II

Esse tipo de reconhecimento demonstra que o respeito mútuo preserva a integridade das instituições e permite que o legado de dedicação à cidade seja valorizado acima das disputas partidárias. A urbanidade mantida mesmo diante de visões de mundo contrastantes serve como modelo para que a política seja exercida com firmeza de convicções sem o abandono da ética e da consideração pelo próximo.

Respeito supera divergência III

Ferrari mostrou civilidade acima de discordâncias | Foto: Câmara Municipal de Campinas

Professor de matemática e formado em filosofia pela PUC-Campinas, Signorelli exerceu cinco mandatos consecutivos como vereador entre 1989 e 2012. Presidiu a Câmara de 2003 a 2004, além de atuar na Igreja Católica como presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) - entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A Prefeitura emitiu uma nota de pesar e decretou luto oficial de três dias a partir da quarta-feira (8).

Respeito supera divergência IV

A causa da morte não foi informada, e o corpo, sepultado no Cemitério Parque Flamboyant. O PT de Campinas, partido ao qual Signorelli era filiado, lembrou que o parlamentar foi autor da criação da Comissão de Direitos Humanos na Câmara e do Projeto de Lei que instituiu o Conselho Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.