Por: Raquel Valli

Conselho de Administração da Azul se reúne para aprovar novo diretor financeiro

E2, fabricado no Brasil pela Embraer, é operado pela companhia aérea Azul | Foto: Guilherme Ramos/Divulgação/Azul Linhas Aéreas

O Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas se reúne em 20 de abril para aprovar o novo gestor da companhia.

Alex Malfitani, um dos fundadores da empresa, renunciou aos cargos de Diretor Financeiro (CFO) e de Relações com Investidores (IRO) após quase uma década à frente das funções. Será substituído por Antonio Carlos Garcia, que assumirá também como Vice-Presidente. Ambos iniciam o período de transição na mesma data.

Garcia deixará a Embraer, após anos como CFO, para ingressar na Azul. Será substituído pelo presidente-executivo Francisco Gomes Neto, que acumulará a função interinamente até que um substituto seja nomeado.

A alteração ocorre em um período de equilíbrio para a Embraer, reabilitada em termos de encomendas e finanças após a pandemia de Covid-19. Já a admissão de Garcia pela Azul, sucede o processo de reorganização financeira da companhia e integra as iniciativas de consolidação de capital.

O mercado reagiu positivamente à mudança, projetando efeitos restritos para a Embraer, mas melhora na gestão econômica da Azul com o Chapter 11 (processo de recuperação judicial nos Estados Unidos). Além disso, como a Embraer fornece aviões para a Azul, a trajetória profissional do executivo na fabricante de aviões facilitaria as negociações com a fornecedora de aeronaves.

Já Malfitani deixa a companhia após a reestruturação do plano contra falência. “É um dos fundadores da Azul e foi fundamental na construção da empresa que somos hoje”, afirmou John Rodgerson, CEO da companhia.

“Ele desempenhou um papel importante na formação da nossa base financeira e estratégica, e esteve por trás de várias de nossas iniciativas mais relevantes. Somos profundamente gratos por sua liderança excepcional, sua dedicação inabalável e as muitas contribuições duradouras que ele fez ao longo da história da Azul. Seu legado está profundamente entrelaçado na cultura da Azul e continuará a fazer parte de quem somos”.

Quanto ao ingresso de Garcia, Rodgerson declarou: “estamos extremamente felizes em recebê-lo, especialmente neste novo capítulo que iniciamos após a bem-sucedida reestruturação da empresa. Sua experiência na Embraer, uma de nossas parceiras mais importantes, lhe proporciona uma visão única do nosso negócio. Antônio fortalecerá ainda mais nossa equipe de liderança e desempenhará um papel fundamental para nos ajudar a navegar e acelerar a próxima fase da nova Azul”.

Antes da Embraer, o executivo trabalhou na ThyssenKrupp, no Grupo ZF e na Siemens. É formado em Ciências Contábeis pelas Faculdades Integradas Campos Salles, com MBA em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Educação Executiva na Harvard Business School.

Já a Azul é a maior companhia aérea do Brasil em número de voos e cidades atendidas, com cerca de 800 voos diários para mais de 130 destinos. Dispõe de mais de 180 aeronaves, 14 mil tripulantes e 250 rotas diretas. Em 2020, conquistou o prêmio de melhor companhia aérea do mundo pelo TripAdvisor Travelers' Choice, sendo a única empresa brasileira a receber o reconhecimento. O hub da companhia fica no Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas (SP).

A Azul venceu o prêmio Aviação Brasil como melhor companhia aérea brasileira de 2025. A cerimônia de premiação ocorreu em março em Brasília. O evento é uma iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para reconhecer terminais e empresas que registraram os melhores indicadores de desempenho no país.