Por: Redação

PF instaura inquérito e prende suspeita por furto de material biológico na Unicamp

A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar o furto de materiais de pesquisa no Instituto de Biologia da Unicamp e uma mulher foi presa em flagrante | Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp

A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar o furto de materiais de pesquisa no Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas. Uma mulher foi presa em flagrante na tarde desta segunda-feira (23), suspeita de subtrair amostras armazenadas no Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada da instituição.

De acordo com a Polícia Federal, a apuração teve início após a própria universidade comunicar o desaparecimento do material biológico, considerado sensível por sua natureza científica. A partir da denúncia, os investigadores deram início às diligências que resultaram na identificação da suspeita e na realização de medidas judiciais.

Durante a operação, policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas. As ordens judiciais foram executadas na cidade, e, segundo a corporação, permitiram a localização do material que havia sido subtraído do laboratório.

As amostras recuperadas foram encaminhadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária, onde passarão por análise técnica para verificar suas condições e eventuais riscos. A operação contou ainda com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que auxiliou na avaliação dos aspectos sanitários e regulatórios envolvidos no caso.

Segundo a Polícia Federal, as investigações seguem em andamento e buscam esclarecer não apenas a dinâmica do furto, mas também possíveis motivações, eventual participação de outras pessoas e o destino pretendido para o material biológico. A corporação destacou que, conforme o avanço das apurações, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.

A prisão em flagrante da suspeita ocorreu no âmbito desse inquérito. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade da mulher nem detalhes sobre sua eventual ligação com a universidade ou com atividades de pesquisa.

Unicamp

Em nota oficial, a Unicamp informou que tomou conhecimento da ocorrência nas dependências do Instituto de Biologia e que, diante da gravidade do caso e da relevância do patrimônio científico envolvido, acionou prontamente a Polícia Federal e a Anvisa para a condução das investigações e dos procedimentos periciais necessários.

A universidade ressaltou que está adotando todas as medidas cabíveis e colaborando integralmente com as autoridades competentes. A instituição também afirmou que eventuais envolvidos serão responsabilizados conforme previsto na legislação vigente.

Ainda segundo a Unicamp, informações adicionais sobre o caso e sobre o conteúdo das investigações estão sendo preservadas neste momento, com o objetivo de não comprometer o andamento do inquérito policial.

O caso chama atenção para a segurança de materiais de pesquisa em ambientes acadêmicos, especialmente aqueles que envolvem organismos biológicos e possíveis aplicações científicas e tecnológicas. A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Federal.