O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu esteve em Campinas na manhã de sábado (21), na Livraria Candeeiro, no Cambuí, para cumprimentar o presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Marcio Pochmann, que lançava seu novo livro “Novo Sujeito Coletivo: a governança de populações em três tempos do capitalismo no Brasil” (leia mais aqui). Em rápida conversa com a reportagem, José Dirceu afirmou que é pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições deste ano.
Dirceu disse que a decisão de voltar a disputar um cargo eletivo tem como objetivo fortalecer a bancada do partido em São Paulo e ampliar a atuação política no estado. Segundo ele, a estratégia passa por consolidar a presença do PT no maior colégio eleitoral do país e contribuir para a articulação nacional da legenda.
O ex-ministro também destacou a importância do cenário paulista nas disputas eleitorais recentes e afirmou que o partido pretende intensificar sua atuação no estado. Para ele, além da eleição proporcional, é fundamental que a legenda esteja presente no debate sobre o governo estadual, com propostas próprias e inserção mais ativa no eleitorado.
Caso a candidatura seja confirmada nas convenções partidárias, esta será a primeira vez em mais de duas décadas que Dirceu disputará uma vaga na Câmara dos Deputados. Em 2002, ele foi eleito deputado federal por São Paulo com mais de 500 mil votos, figurando entre os mais votados do país naquele pleito.
Advogado e um dos fundadores do PT, Dirceu teve trajetória política marcada pela atuação no movimento estudantil nos anos 1960 e pela participação na reorganização partidária durante a redemocratização. Ao longo da carreira, ocupou cargos no Legislativo e no Executivo federal, com destaque para o período em que chefiou a Casa Civil no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos últimos anos, manteve presença no debate político, participando de articulações partidárias, eventos e discussões sobre o cenário nacional. A eventual candidatura em 2026 é vista como uma tentativa de retomar protagonismo eleitoral e contribuir com a estratégia do partido no Congresso Nacional.
A oficialização da pré-candidatura depende ainda das convenções partidárias, previstas para os próximos meses, quando os partidos definem seus nomes para a disputa e realizam o registro junto à Justiça Eleitoral.