O Consórcio Rota Mogiana, sob a liderança do grupo Azevedo e Travassos, venceu o leilão para administrar 520 quilômetros de rodovias estaduais no interior paulista, incluindo as que cortam nove municípios da região de Campinas. O certame foi realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, e a proposta vencedora totalizou R$ 1,084 bilhão, com um ágio de 187.037,54% acima do valor mínimo definido pelo edital. A disputa contou com a participação de outros três grupos, sendo que a proposta vencedora superou a do MC Brazil Concessões Rodoviárias (do fundo Mubadala), que ofereceu 1,019 bi; a do EPR Participações, R$ 560 milhões; e a da Motiva (ex-CCR), R$ 180 mlhões.
O contrato
Possui validade de 30 anos e prevê investimentos na ordem de R$ 9,4 bilhões para obras de duplicação, manutenção e modernização tecnológica da malha viária que interliga 22 cidades.
As intervenções estruturais programadas incluem a duplicação de 217 quilômetros de pistas, além da construção de 138 quilômetros de faixas adicionais e 86 quilômetros de vias marginais. O projeto também estabelece a instalação de 58 passarelas e 129 novos dispositivos de interseção para melhorar a fluidez do tráfego. Uma das principais inovações tecnológicas será a implementação do sistema automático livre, conhecido como free flow, que permite a cobrança proporcional ao trecho percorrido sem a necessidade de paradas em praças físicas. A nova gestão assumirá trechos que atualmente são operados pela Renovias e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP).
Preços
De acordo com o governo estadual, a nova concessão começa com redução nas tarifas das praças atuais, com quedas que chegam a 29% em alguns trechos. A medida integra a política paulista de padronização da tarifa quilométrica, que estabelece valor menor e uniforme por quilômetro percorrido em todo o Estado.
As maiores reduções ocorrerão em Jaguariúna (-29%), Águas da Prata (-27%) e Estiva Gerbi (-26%). Também terão queda nos valores Espírito Santo do Pinhal e Itobi (-20%), Casa Branca (-13%), Mococa (-9%) e Aguaí (-5%). Ainda segundo o Palácio dos Bandeirantes, em nenhum caso haverá aumento nas praças existentes, e a tarifa quilométrica inicial será cerca de 20% menor que a atualmente praticada no contrato anterior, devido à implantação do modelo de cobrança proporcional, no qual o usuário paga apenas pelo trecho efetivamente percorrido.