Por:

PINGA-FOGO

Fim das

Motolâncias

do SAMU? I

Um dos serviços da saúde que orgulha a cidade e que tem salvo muitas vidas, motolâncias do SAMU, a partir de 1º de março deixará de ser prestado. A atual terceirizada comunicou que não se interessa em manter a prestação de serviço.

Campinas perderá as duas unidades móveis que operavam de forma estratégica para contornar o trânsito caótico e chegar rapidamente às ocorrências médicas críticas. As motolâncias são instrumentos vitais que conseguem reduzir em até dez minutos o tempo de resposta em emergências gravíssimas, como paradas cardiorrespiratórias e traumatismos severos, situações onde cada segundo é um fator determinante para a sobrevivência do paciente.

Fim das

Motolâncias

do SAMU ? -II

Pergunta que não quer calar: Será esta terceirizada a única companhia capaz de prestar o serviço da moto ambulância? E se ela não quer mais fazê-lo, não seria hora da prefeitura tornar-se mais atraente a nova licitação e analisar os pontos de discórdia que levou a atual contratante a desistir? É um serviço que pode ser a diferença entre vida e morte ou até sequela grave para o cidadão.

O paradoxo é o fato do prefeito Dário Saadi (Republicanos-SP) ser médico e o fim do serviço pode ser usado pela oposição, para gerar dúvidas e alegar uma insensibilidade alarmante e uma negligência perigosa da atual gestão.

Fim das

Motolâncias

do SAMU? -III

A Prefeitura não pode alegar neste caso a necessidade de cortar gastos. Mas, o caixa de R$ 11 bi de 2026 não dará conta de assegurar a manutenção do serviço que já salvou tantas vidas?

O uso político já começou, com a vereadora Fernanda Souto (PSol-SP), que assim como Dário, é médica e também leva o Juramento de Hipócrates a sério, classificando o corte como gravíssimo, e lembra que a justificativa de falta de recursos não bate com os dados fiscais da Prefeitura, sobretudo porque nos últimos dois anos o incremento do Palácio dos Jequitibás na Saúde foi de R$ 1,5 bilhão em receitas correntes.

Os eleitores e correligionários de Dr Saadi apostam que ele vá buscar uma solução para a não interrupção do serviço de motolâncias do SAMU a partir de 1º de março, ou seja dentro de 5 dias.