O assassinato brutal do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), suscitou a preocupação em relação ao bem-estar animal, sobretudo nos casos em que os pets são subtraídos, como ocorreu com o próprio cachorro catarinense, que “sumiu” para ser torturado. A apreensão em relação à integridade física da cachorra Diê (leia mais abaixo) permeia os moradores Jardim das Paineiras, em Campinas (SP), devido à possibilidade de o animal ter sido subtraído para atos de violência.
“Além do tutor estar desesperado, é um caso estranho já que não se trata de cachorro de raça que alguém poderia roubar para revender - o que não é aceitável também, mas explica o porquê do roubo. Isso tem uma conotação pior, que pode ser para fazer algum tipo de maldade, e, nos dias em que estamos, me parece, virou lugar comum”, pontua a jornalista Marilucia Caramalac, que ajuda nas buscas por Diê..
Sumiço
De acordo com o boletim de ocorrência, a cachorrinha passeava em frente à casa da família, na Rua Doutor Gustavo Rodrigues Pereira Dutra, na manhã da quarta-feira passada, 28 de janeiro, antes de ser levada por desconhecidas.
Ainda segundo o relato policial, a ação foi executada por duas mulheres que ocupavam uma picape Fiat Toro de cor escura. Testemunhas que presenciaram a cena relataram que as suspeitas cercaram a cadela e, ao serem questionadas, afirmaram que a levariam a uma clínica veterinária para atendimento.
A subtração foi integralmente captada por sistemas de monitoramento de segurança (CFTV) instalados na vizinhança, fornecendo imagens que já integram o inquérito policial e auxiliam na identificação das autoras e da placa do automóvel utilizado.
Contato
Para o tutor Renato Manjaterra Loner, a estratégia pode ter sido utilizada para dissipar suspeitas imediatas e garantir a fuga com o bicho de estimação. O caso foi registrado no 4º DP, onde prosseguem as investigações. “Se você pode ter alguma informação sobre onde ela está, ou quem a pegou, por favor, me chame! Meu telefone é 19 998991516”, solicita o tutor.