O Instituto Médico-Legal (IML) confirmou, na noite desta terça-feira (6), que o corpo encontrado no mar de Copacabana, na altura do Posto 3, é de Luiz Gabriel de Souza Silva, de 14 anos. O adolescente, morador de Campinas (SP), estava desaparecido desde o dia 31 de dezembro, após ser arrastado por uma onda enquanto brincava próximo à faixa de areia. Segundo informou o IML à Agência Brasil, o corpo foi liberado e aguarda retirada pela família.
Na manhã do desaparecimento, o litoral do Rio registrava ressaca e mar agitado, com ondas que chegaram a cerca de 2,5 metros, e havia sinalização de alto risco de afogamento ao longo da orla. De acordo com o Corpo de Bombeiros, equipes especializadas realizaram buscas diárias desde o dia 31, utilizando mergulhadores, motos aquáticas, drones e aeronave.
O adolescente estava com uma prancha infantil quando foi atingido pela arrebentação e não voltou à superfície. O registro inicial do caso foi feito às 11h37. Durante a Operação Réveillon, apenas no trecho entre o Leme e Copacabana, os bombeiros realizaram mais de 500 resgates marítimos até a manhã do dia 1º, reflexo do grande movimento nas praias e das condições adversas do mar.
Praias seguem com ressaca e banhistas devem evitar entrar no mar
A Agência Brasil informou que, em 7 de novembro de 2025, o Centro de Operações Rio alertou para um sistema de baixa pressão associado à passagem de uma frente fria que deveria intensificar os ventos — com rajadas entre 50 km/h e 100 km/h — e a ressaca na orla carioca entre sexta e domingo daquele período. A Marinha do Brasil emitiu aviso de ressaca para a costa, prevendo que as ondas chegassem a até 3,5 m de altura, o que representava risco ao banho e à navegação de pequenas embarcações.
O aviso meteorológico destacou que, diante dessas condições, a Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro colocou equipes em sobreaviso e mobilizou o Gabinete Integrado de Gestão de Risco, em conjunto com órgãos estaduais, para monitorar e responder a possíveis ocorrências adversas.
Especialistas em segurança costeira e equipes de salvamento alertam que, mesmo após o fim do alerta de ressaca, as condições de ondas e correntes podem continuar perigosas, especialmente nas primeiras 24 horas após fortes ressacas ou chuvas, quando a água ainda está turbulenta e imprevisível.
Moradores e turistas que planejam frequentar as praias nos próximos dias são orientados a observar as bandeiras de sinalização e as recomendações dos guarda-vidas, e evitar entrar no mar em trechos onde a água estiver agitada ou sinalizada como de alto risco.