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Vini assume presidência do Cidadania entre racha

O vereador Vini Oliveira (Cidadania-SP) foi nomeado presidente do partido em Campinas (SP) depois de um ano conturbado para a sigla campineira. A comissão é temporária e foi estabelecida em caráter emergencial para administrar o partido até que seja implementada uma reorganização completa e permanente do partido em Campinas.

O parlamentar é pré-candidato a deputado federal a convite do presidente estadual, Alex Manente, que chegou a dissolver o diretório campineiro em novembro devido a conflitos internos.

Vini foi o segundo vereador mais votado de 2024, perdendo apenas para Mariana Conti (PSol).

Contendas

Manente instaurou a intervenção devido a divergências entre a ex-executiva local e o vereador, que sustentava ser excluído de atividades, citando, como exemplo, o fato de não ter sido convidado para o próprio congresso do partido. Vini também não estava presente quando o Cidadania Campinas aprovou uma moção de apoio à Conti (PSOL-SP).

Na época, o diretório pontuou que o parlamentar não "cabia" na legenda porque se movia por engajamento nas redes sociais, ao invés de fazê-lo por um projeto político, como deveria ser.

Para Vini, entretanto, os conflitos públicos geraram prejuízo à imagem da sigla, comprometendo-na em termos de legitimidade.

Mas, a crise ainda se agravou com a expulsão do deputado estadual Rafa Zimbaldi, acusado pelo diretório estadual do Cidadania de ser duplamente filiado, atuando pelo União Brasil.

Zimbaldi negou a dupla filiação, alegou que estava sendo perseguido politicamente e que a expulsão sumária era um atentado à democracia, pois não lhe garantiu o direito à defesa. O parlamentar entrou com recurso.

O deputado segue na Alesp. Protocolou recentemente um projeto de lei para responsar a mídia pela omissão em casos de violência em reality shows, estabelecendo a obrigatoriedade de denúncia às autoridades competentes, sob pena de multa que pode chegar a R$ 370,2 mil.