Por: Da Redação

Campinas (SP) receberá equipamento para armazenar plasma

Anúncio dos novos equipamentos foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Campinas (SP) será uma das 20 cidades paulistas beneficiadas com equipamentos de hemoterapia. O estado de São Paulo receberá 88 novos equipamentos, em um investimento total de R$ 24,3 milhões, segundo anúncio do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De acordo com o governo federal, esses equipamentos serão cruciais para o processamento e armazenamento do plasma - a parte líquida do sangue que se transforma em medicamentos (como imunoglobulinas e fatores de coagulação) para pacientes com hemofilia, doenças imunológicas e para cirurgias de grande porte.

“Durante muito tempo, o Brasil não produzia os fatores que derivam do plasma e tínhamos que importar o tempo todo, gerando insegurança para quem tem doenças que dependem dos hemoderivados. Cada vez mais, as imunoglobulinas são utilizadas não só para doenças infecciosas, mas para outros tipos de doenças também — as imunoglobulinas hiperimunes. É um passo muito importante no cuidado à saúde para salvar a vida de tantas pessoas", afirmou.

As demais cidades paulistas beneficiadas são: Assis, Adamantina, Araçatuba, Bauru, Botucatu, Dracena, Fernandópolis, Franca, Jaú, Jundiaí, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, São José do Rio Preto, São Paulo, Sorocaba, Taubaté e Tupã. 

Os novos equipamentos incluem blast-freezers de congelamento ultrarrápido, ultrafreezers de congelamento rápido e freezers. Essa ampliação na capacidade de congelamento em temperaturas extremamente baixas permite que o plasma chegue em condições ideais à nova fábrica da Hemobrás, inaugurada em 2025.

A Hemobrás, atualmente a maior fábrica de hemoderivados da América Latina, poderá atingir plena capacidade de processamentor até 500 mil litros de plasma por ano, produzindo medicamentos estratégicos para o SUS e reduzindo a dependência de importações. 

Atualmente, apenas 13% do plasma coletado no país por meio de doações voluntárias é usado em transfusões, o que significa que 87% podem ser destinados à produção de hemoderivados.

Ainda de acordo com o ministro, a rede pública brasileira é a única no mundo com 100% de aplicação do exame NAT Plus, um kit 100% brasileiro da Bio-Manguinhos/Fiocruz que detecta precocemente HIV, hepatite B, hepatite C e malária em testes moleculares. 

No total, a União entregará 604 equipamentos de alta tecnologia no país, que, além de qualificar os serviços de hemoterapia, garantirão um aumento inicial de 30% no aproveitamento do plasma, gerando economia de R$ 260 milhões por ano ao governo federal com a redução da necessidade de importação de medicamentos.