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Vias urbanas: motociclistas e pedestres somam 87% de mortes

Cinquenta e cinco vidas de pedestres e motociclistas foram perdidas nas vias urbanas de Campinas (SP) até outubro deste ano. Usuários mais frágeis no trânsito, eles representaram, respectivamente, 35% e 52% das 63 mortes registradas no período.

Foram 33 motociclistas ou garupas e 22 pedestres mortos no trânsito no período.

Os dados preliminares compõem o Boletim Mensal de Óbitos no Trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) - veja aqui: http://www.emdec.com.br/eficiente/repositorio/Acidentalidade/41509.pdf

"Os números evidenciam um alerta. As iniciativas do Poder Público voltadas para os usuários mais vulneráveis são incansáveis: diversas campanhas, blitze e abordagens educativas são realizadas. Mas a segurança no trânsito é construída de forma compartilhada. A cada vez que saímos de casa, fazemos escolhas. Garanta que a sua escolha seja a vida no trânsito", destaca o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.

O balanço traz dados mais positivos para ocupantes de outros veículos e ciclistas, que representaram 10% e 3% das mortes em vias urbanas, respectivamente.

Foram seis óbitos no primeiro grupo - uma queda de 14% em relação ao mesmo período de 2024 (7). E apenas duas mortes de ciclistas foram computadas neste ano (uma na rua das Acácias e outra na avenida Francisco Xavier Arruda Camargo). O número é 60% menor do que o registrado em 2024, quando houve cinco óbitos. 

Vias urbanas e rodovias

Com 114 óbitos no trânsito até outubro deste ano, Campinas alcançou redução de quase 16% nos índices registrados em vias urbanas e rodovias, em comparação às 135 mortes do mesmo período de 2024. Foram 63 mortes registradas em vias urbanas, 50 nas rodovias e um caso ainda sem identificação do local da ocorrência.

Velocidade e álcool

O excesso ou velocidade inadequada causaram 10 sinistros fatais em vias urbanas - 33% dos 30 casos analisados pelo Comitê Intersetorial Programa Vida no Trânsito até outubro deste ano. Já o consumo de álcool combinado com a direção foi responsável por oito sinistros fatais - 27% dos casos analisados. 

Fatores de risco

Os números dão conta de que o primeiro fator de risco é a velocidade excessiva ou inadequada, com 10 casos (33%); seguido pelo álcool associado à direção, com 8 casos (27%); do comportamento inadequado do pedestre, com 7 casos (23%); e do desrespeito à sinalização de trânsito, com 5 casos (17%).       

Estratégias

As iniciativas da Emdec para ampliar a segurança na circulação são permanentes. Envolvem um esforço integrado nas áreas de fiscalização, campanhas educativas, desenho de vias e engenharia de tráfego. Confira o balanço das principais ações realizadas até outubro deste ano:

Fiscalização: 263 operações integradas Emdec/PM/GM e 9,8 mil infrações identificadas; cinco radares remanejados e três novos pontos de fiscalização remota por videomonitoramento.

Reforço da sinalização viária: 156,1 mil m² de sinalização de solo, 5,4 mil placas implantadas e 250 rampas executadas. 

Educação para mobilidade: 353 ações e 42,6 mil pessoas impactadas. 

O Boletim Mensal Informativo de Óbitos no Trânsito está disponível no site da Emdec, na seção "Cadernos de Acidentalidade" (http://www.emdec.com.br/eficiente/sites/portalemdec/pt-br/site.php?secao=Acidentalidade).

No Estado de SP

O estado de São Paulo registrou queda de 10,6% no número de mortes no trânsito em outubro deste ano, segundo dados do Infosiga, plataforma de estatísticas gerenciada pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP).

Foram 470 óbitos contra 526 em outubro de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, a redução é de 1,7%, com 5.057 mortes em 2025 frente a 5.144 no mesmo período do ano passado.

Além da queda nas ocorrências fatais, houve redução nos sinistros com vítimas não fatais: 29,2% em outubro (8.175 registros contra 11.554 em 2024) e 22,5% no acumulado (88.845 contra 114.600).