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Aprovada doação de área a Hospital Metropolitano

Raquel Valli

A Câmara Municipal de Campinas (SP) aprovou a doação de um terreno da prefeitura ao governo estadual para que o Palácio dos Bandeirantes construa o Hospital Metropolitano, que atenderá cidades da região. O principal objetivo é que a nova unidade absorva parte da demanda regional que afoga o Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, que vem opera em sobrecarga crônica (leia mais abaixo). doação foi aprovada na 72ª Reunião Ordinária da Câmara, mas estipula condições e garantias a fim de proteger o patrimônio campinense. A área conta com 34.824,83 m² (cerca de 3,5 hectares) no entorno da Avenida Prefeito Faria Lima e da Rua Pastor Cícero Canuto de Lima, no Parque Itália, nas proximidades do Complexo Hospitalar Dr. Mário Gatti e abriga atualmente o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) Sudoeste, que atende pessoas com dependência química e população em situação de rua.

Por isso, uma das principais condições para que a doação seja efetivada é a continuidade do atendimento de saúde mental, garantindo que o serviço não seja interrompido durante ou depois da obra. Além disso, outra condição é de que o atendimento do Caps passe a funcionar 24 horas diariamente. Outra garantia diz respeito à cláusula de reversão, que estipula que o terreno retornará automaticamente para a prefeitura caso o governo estadual não cumpra prazos, encargos ou desvie a finalidade do uso da área. O projeto de lei, aprovado pela Câmara, é de autoria do prefeito Dário Saadi (Republicanos), que defendeu a urgência da proposta.
Segundo o Executivo, o Hospital Metropolitano terá a missão de absorver parte da demanda dos serviços de saúde que atolam Campinas pelo fato da cidade atender pacientes de toda a região.

O hospital

A estrutura contará com 200 leitos, podendo chegar a 400 em capacidade máxima, e será feita nos moldes do Hospital Rota dos Bandeirantes, em Barueri (que fica na Região Metropolitana de São Paulo, popularmente conhecida como Grande SP.). Já o atendimento será voltado principalmente para a média e alta complexidade, com foco nas seguintes áreas: oncologia, cardiologia e ortopedia.

O projeto inclui clínica cirúrgica com cerca de oito salas, pronto atendimento com consultórios e leitos de observação, ambulatório com 18 consultórios médicos, 47 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e serviços de imagem e diagnóstico, como raio-X, ressonância magnética e ultrassom. A estimativa, é que a construção fique pronta em até 24 meses após o início das obras (cuja data ainda não foi definida),

Superlotação

Em 28 de maio deste ano, por exemplo, a ocupação bateu 323% porque a UER, que possui capacidade regulamentar para 30 leitos, chegou a atender 97 pacientes. Por isso, o hospital teve que solicitar ao Samu a suspensão temporária de novos pacientes.