O estado de São Paulo registrou, em 2025, uma média de um caso de furto de água a cada seis minutos, de acordo com dados da Sabesp. Ao longo do ano, foram contabilizados 52.560 flagrantes de irregularidades no sistema de abastecimento, número que representa mais que o dobro do verificado em 2024.
As ocorrências foram identificadas durante ações de fiscalização voltadas ao combate a fraudes, como ligações clandestinas e adulteração de hidrômetros. As irregularidades foram encontradas em diferentes tipos de imóveis, incluindo obras da construção civil, academias, bares, restaurantes, indústrias e outros estabelecimentos comerciais.
Segundo a companhia, o volume de água recuperado chegou a 3,5 bilhões de litros em 2025. A quantidade seria suficiente para abastecer cerca de 1,3 milhão de pessoas durante um mês. O resultado representa um aumento de 412% em relação ao ano anterior, quando foram recuperados 683 milhões de litros. O cálculo leva em conta o período estimado da fraude, o perfil de consumo do imóvel e o tipo de uso.
A maior parte dos casos foi registrada em residências, com cerca de 47 mil irregularidades identificadas em 180 mil inspeções. Já imóveis comerciais, industriais e mistos concentraram aproximadamente 5,6 mil ocorrências em 32 mil fiscalizações. Apesar do menor número, esses setores respondem por cerca de 60% dos prejuízos financeiros.
O furto de água é considerado crime e pode resultar em pena de até oito anos de prisão, além de multa e suspensão do fornecimento. A prática também impacta o sistema de distribuição, reduzindo a pressão da rede e aumentando o risco de desabastecimento, principalmente em regiões mais distantes. Casos suspeitos podem ser informados pelos canais de atendimento da companhia.