A Comissão Parlamentar de Inquérito dos Pancadões aprovou, na última quarta-feira (1º), o relatório final e encerrou suas atividades na Câmara Municipal de São Paulo. O documento recebeu cinco votos favoráveis (Rubinho Nunes (UNIÃO), Kenji Ito (PODE), Lucas Pavanato (PL), Cris Monteiro (NOVO) e Sargento Nantes (PP)) e dois contrários, de Amanda Paschoal (PSOL) e Luna Zarattini (PT). A oposição anexou um relatório alternativo ao material final.
Instalada em maio de 2025, a CPI investigou a atuação do poder público diante de denúncias de perturbação do sossego associadas a bailes funk e festas irregulares. Ao longo dos trabalhos, foram realizadas 15 reuniões e expedidos cerca de 100 ofícios. O colegiado foi presidido por Rubinho Nunes, autor do requerimento de criação.
Relator da comissão, Lucas Pavanato apontou falhas no atendimento de ocorrências, inconsistências em depoimentos e limitações na aplicação da legislação municipal conhecida como Lei do Psiu. O documento também sugere maior integração entre órgãos públicos e monitoramento das ações adotadas.
Na avaliação do presidente da CPI, há indícios de exploração dessas festas por grupos criminosos. Já a oposição defendeu outra abordagem. Amanda Paschoal afirmou que o enfrentamento do problema deve incluir políticas culturais e melhorias nas condições de trabalho dos agentes de fiscalização, além de revisão das regras atuais.