A ampliação das operações do Aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, passou a influenciar diretamente novos empreendimentos imobiliários na capital e na região metropolitana. Com a adoção de voos por instrumentos, foi ampliado o alcance das áreas sujeitas a restrições, exigindo análise prévia da Aeronáutica para construções em um raio de até 20 quilômetros.
A mudança elevou o limite das áreas mais sensíveis e estabeleceu novos parâmetros de altura para edificações. Projetos cuja soma entre terreno e ção ultrapasse determinados níveis passam a depender de autorização técnica, o que pode atingir grande parte da cidade, devido às características do relevo local.
Entidades do setor imobiliário relatam aumento nas dificuldades para aprovação de projetos e apontam risco de atrasos ou inviabilização de lançamentos. Estimativas indicam que a maior parte dos empreendimentos previstos para este ano pode ser submetida às novas exigências.
Por outro lado, especialistas avaliam que a tendência é de liberação da maioria dos pedidos, desde que atendam aos critérios técnicos. A análise considera fatores como altura, localização e possíveis interferências nas operações aéreas.
As regras também se estendem a municípios vizinhos, ampliando o impacto regional. Órgãos públicos afirmam que mantêm diálogo com o setor para avaliar efeitos urbanísticos, enquanto a regulação das restrições permanece sob responsabilidade da Aeronáutica.