O sistema de transporte sobre trilhos na São Paulo registrou, em janeiro deste ano, 1.633 ocorrências de furtos de celulares em estações e composições de metrô e trens metropolitanos. O volume representa, em média, um caso a cada 30 minutos, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
Apesar do número expressivo, houve redução em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 1.903 furtos. Ao longo de 2025, o total chegou a 24.415 registros, com média diária de 66 ocorrências.
A análise dos dados revela concentração dos casos em regiões com grande fluxo de passageiros. A Barra Funda, na Zona Oeste, lidera o ranking com 159 registros no período. Em seguida aparecem Brás, com 83 ocorrências, e bairros como Pinheiros e Centro, ambos com números elevados. A dinâmica dessas áreas, marcadas por integração de linhas, terminais e circulação intensa de pessoas, contribui para a incidência desse tipo de crime.
Outros bairros também aparecem com frequência nos registros, como Jardim São Luís, Tatuapé, Parque Artur Alvim e Sé. Regiões como Santo Amaro, Bom Retiro e Vila Mariana também figuram entre as áreas com maior número de ocorrências. A lista inclui ainda locais como Santana, Canindé, Cidade Monções, República, Luz, Consolação, Lapa de Baixo e Bela Vista, evidenciando a dispersão dos casos por diferentes zonas da capital.
As características do ambiente no transporte público, como horários de pico, plataformas cheias e deslocamentos rápidos, favorecem a ação de criminosos. Em muitos casos, as vítimas só percebem o furto após o desembarque ou minutos depois da ocorrência, dificultando a identificação imediata dos suspeitos.
Situações desse tipo costumam ocorrer em meio à movimentação intensa de passageiros, especialmente durante o embarque e desembarque. A proximidade física e o fluxo contínuo criam condições que facilitam a abordagem discreta por parte dos autores do crime, que agem em questão de segundos.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que as polícias Civil e Militar atuam de forma integrada tanto na prevenção quanto na investigação desses casos. A pasta destacou que houve redução de 11% nos registros de roubos e furtos de celulares no transporte público da capital em janeiro, em comparação com o mesmo período anterior.
O Metrô de São Paulo informou que conta com mais de 900 agentes de segurança, além de sistemas de monitoramento por câmeras distribuídos nas estações e trens. Segundo a companhia, a identificação de suspeitos ocorre na maior parte das ocorrências.
A CPTM declarou que mantém patrulhamento permanente, com vigilância 24 horas e monitoramento em tempo real por meio de milhares de câmeras instaladas ao longo das linhas.
As concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade informaram que operam com equipes de segurança e sistemas de vigilância em todas as áreas sob sua responsabilidade, além de orientar os passageiros a comunicarem imediatamente qualquer ocorrência.
Já a TIC Trens destacou que realiza monitoramento contínuo, com apoio de câmeras e equipes de segurança distribuídas ao longo das linhas.
As autoridades reforçam a importância do registro das ocorrências, tanto para investigação quanto para o direcionamento de ações preventivas. A recomendação é que vítimas procurem a polícia assim que identificarem o furto, contribuindo para o mapeamento das áreas mais afetadas e para o combate a esse tipo de crime no transporte público.