O Sistema Cantareira encerrou o verão com o menor volume armazenado para o período em uma década. Dados de monitoramento indicam que o principal manancial da região metropolitana de São Paulo operava com 42,7% da capacidade, patamar que não era registrado desde o período posterior à crise hídrica.
Após atingir níveis mais baixos em meados da década passada, o sistema apresentou recuperação gradual, mas voltou a registrar queda nos últimos anos. Em 2022, o índice foi de 45%, seguido por 79,6% em 2023, 76,7% em 2024 e 58,9% em 2025, evidenciando uma trajetória recente de redução no volume armazenado.
Responsável por abastecer cerca de metade das residências da Grande São Paulo, o Cantareira influencia diretamente o desempenho do Sistema Integrado Metropolitano, que reúne outros reservatórios utilizados no fornecimento de água à população.
Nos últimos anos, foram adotadas medidas para aumentar a integração entre os mananciais e reduzir perdas, incluindo ajustes na pressão da água na rede. Mesmo assim, os níveis não se recuperaram plenamente, apesar das chuvas registradas durante o verão.
Diante do cenário, a agência reguladora estadual decidiu manter a redução da pressão no abastecimento durante o período noturno, entre 19h e 5h. A medida faz parte de um conjunto de ações baseado em critérios que consideram tanto o volume disponível quanto as previsões climáticas.
Desde a adoção do controle de pressão, iniciada no ano passado, a estimativa é de que mais de 100 bilhões de litros de água tenham sido preservados, volume equivalente a cerca de 20 dias de consumo na região metropolitana.