A cidade de São Paulo registrou o primeiro caso de sarampo em 2026. A confirmação envolve uma bebê de seis meses, moradora da capital paulista, que apresentou sintomas da doença após uma viagem internacional. O diagnóstico foi confirmado no início de março, após análise laboratorial e sequenciamento genômico realizados por laboratório de referência.
De acordo com informações das autoridades de saúde, a criança apresentou febre e exantema, caracterizado por manchas vermelhas na pele, no dia 8 de fevereiro. A paciente não tinha registro de vacinação contra o sarampo, o que é comum em crianças dessa faixa etária, já que o calendário vacinal prevê a aplicação da primeira dose da vacina apenas a partir de 12 meses de idade.
Antes do início dos sintomas, a bebê esteve na Bolívia. A viagem ocorreu entre os dias 25 de dezembro de 2025 e 25 de janeiro de 2026. A suspeita é de que a infecção tenha ocorrido durante a permanência no país vizinho, onde há registro de circulação do vírus.
O caso passou a ser acompanhado ainda em fevereiro por equipes de vigilância epidemiológica do município, do governo estadual e do Ministério da Saúde. A confirmação oficial ocorreu em 4 de março, após a conclusão do sequenciamento genômico que permitiu identificar o vírus.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que a notificação foi feita no mesmo mês em que os sintomas foram registrados e que exames laboratoriais confirmaram a presença do vírus neste mês. Após a confirmação, o Centro de Vigilância Epidemiológica do estado emitiu um alerta técnico para reforçar a atenção de serviços de saúde e vigilância.
Este é o primeiro caso confirmado de sarampo no estado de São Paulo em 2026. No ano anterior, foram registrados dois episódios classificados como importados, também associados a infecções adquiridas fora do país.
Após a confirmação, a prefeitura da capital informou que foram adotadas medidas previstas nos protocolos de resposta para doenças transmissíveis. Entre as ações estão a investigação epidemiológica do caso, o bloqueio vacinal em pessoas que tiveram contato com a paciente, a intensificação da vacinação na região e o monitoramento de possíveis contatos próximos.
Esse acompanhamento deve ser mantido por cerca de 30 dias, período considerado necessário para observar o surgimento de eventuais novos casos relacionados.
O Ministério da Saúde informou que segue acompanhando a situação em articulação com autoridades municipais e estaduais e mantém vigilância sobre possíveis desdobramentos.
Autoridades sanitárias também monitoram o cenário epidemiológico em países vizinhos. Desde o ano passado, a Bolívia enfrenta um aumento de casos de sarampo, situação que tem levado órgãos de saúde brasileiros a reforçar a vigilância em áreas de fronteira e a atenção para casos suspeitos com histórico de viagem internacional.
O Brasil recebeu novamente, em novembro do ano passado, o certificado de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, concedido por organismos internacionais de saúde. Mesmo assim, casos importados ainda podem ocorrer, especialmente quando há circulação da doença em outros países. A vacinação continua sendo considerada a principal estratégia para prevenir a disseminação do vírus.