Por: Da Redação

Reservatórios sobem, mas restrições continuam

Apesar da melhora, o índice não alcança normalidade | Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

As chuvas registradas no início do ano elevaram o nível dos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo, mas o volume armazenado ainda está abaixo da faixa considerada adequada. Diante desse cenário, as medidas de economia de água permanecem em vigor na região metropolitana.

Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo indicam que, em fevereiro, o volume útil do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) passou de 35,6% para 48,2%. Apesar da melhora, o índice não alcança o patamar de normalidade estabelecido pelos órgãos de gestão hídrica.

A SP Águas informou que será mantida a redução da pressão da água durante a noite, por cerca de dez horas diárias. A ação integra um plano de contingência adotado desde agosto do ano passado com o objetivo de preservar os mananciais e reduzir perdas na rede de distribuição.

Na prática, a diminuição da pressão afeta principalmente imóveis localizados em áreas mais altas, onde a água pode não chegar às caixas d’água durante o período noturno. Em bairros da capital paulista, moradores relatam dificuldades frequentes no abastecimento desde o início da medida.

A concessionária responsável pelo fornecimento na capital e em cidades vizinhas afirma que a estratégia contribui para conter vazamentos subterrâneos e evitar desperdícios em um momento de recuperação gradual dos reservatórios.

Historicamente, o período mais chuvoso no estado ocorre entre outubro e março, intervalo em que as represas acumulam a maior parte do volume necessário para atravessar a estação seca. Com cinco meses já transcorridos do ciclo atual, os índices permanecem abaixo da média histórica.

No Sistema Cantareira, principal manancial da região metropolitana e responsável pelo abastecimento de cerca de 9 milhões de pessoas, o acumulado entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 ficou entre os mais baixos da última década. O sistema opera atualmente com aproximadamente 36% da capacidade.

O Sistema Integrado Metropolitano, que reúne sete mananciais, registrou para fevereiro o menor nível para o mês desde 2016, período ainda marcado pela recuperação após a crise hídrica enfrentada anteriormente. A manutenção das restrições busca evitar que a situação se agrave até o próximo ciclo de chuvas.