Moradores e comerciantes de Pinheiros e da Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo, passaram a receber notificações do governo estadual sobre a possibilidade de desapropriação de imóveis para viabilizar as obras da Linha 20-Rosa do Metrô. Os comunicados começaram a ser enviados após a definição do traçado final do projeto, que prevê novas estações e estruturas operacionais na região. Ainda não há data oficial para o início das obras.
Entre as áreas afetadas está a Rua Cardeal Arcoverde, uma das vias mais movimentadas de Pinheiros e importante ligação com a Vila Madalena. Apesar de estar a cerca de 750 metros da estação Fradique Coutinho, da Linha 4-Amarela, o plano de expansão inclui a construção de uma nova estação no local, o que pode impactar diretamente imóveis residenciais e comerciais.
A Linha 20-Rosa é considerada um dos principais projetos de ampliação da rede metroviária paulista. O traçado prevê a ligação entre a Zona Oeste da capital e o município de Santo André, no ABC Paulista, com 31 quilômetros de extensão e 24 estações ao longo do percurso.
Mesmo reconhecendo os benefícios do transporte público, moradores e empresários demonstram preocupação com a possibilidade de perder imóveis e atividades comerciais consolidadas há décadas. Em alguns casos, os avisos indicam que os espaços poderão ser usados para estruturas técnicas, como áreas de ventilação entre futuras estações.
Em março do ano passado, a Secretaria de Parcerias em Investimentos declarou centenas de imóveis como de utilidade pública. Segundo o governo estadual, cerca de 680 casas, comércios e galpões das zonas Oeste e Sul deverão ser desapropriados no trecho entre as estações Santa Marina e Cursino. As áreas envolvidas somam aproximadamente 366 mil metros quadrados, reforçando a dimensão do impacto urbano da obra.