Por: Da Redação

SP registra mais de 150 mil celulares roubados em 2025

Bairros do Centro concentram maior número de ocorrências | Foto: Freepik

A cidade de São Paulo encerrou 2025 com um total de 154.058 celulares roubados ou furtados, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. O volume equivale a uma média de 17 ocorrências por hora e mantém a capital paulista como um dos principais focos desse tipo de crime no país. Apesar da quantidade elevada de registros, apenas 10.477 aparelhos foram devolvidos aos proprietários ao longo do ano, o que representa pouco mais de 6% do total levado.

O número de ocorrências é levemente superior ao registrado em 2024, quando 153.820 celulares foram subtraídos na cidade. Em 2023, o total havia sido menor, com 138.633 casos, o que indica uma tendência de crescimento ao longo dos últimos anos, especialmente em áreas de maior circulação de pessoas.

Os bairros da região central concentraram a maior parte dos crimes em 2025. República, Santa Ifigênia, Liberdade e Jardins lideraram o ranking, somando juntos 36.165 registros de roubos e furtos de celulares. A alta incidência está associada ao grande fluxo de pedestres, transporte público intenso e concentração de atividades comerciais.

Na Zona Oeste, os bairros de Pinheiros e Vila Romana aparecem na sequência, com 17.958 ocorrências no período analisado. Já na Zona Sul, Itaim Bibi e Santo Amaro contabilizaram 10.811 casos, mantendo a região entre as mais afetadas pelo crime patrimonial relacionado a dispositivos móveis.

Como resposta ao avanço desse tipo de delito, a Polícia Civil implementou, em junho do ano passado, o programa SP Mobile. A iniciativa utiliza o cruzamento de dados de celulares roubados ou furtados com informações fornecidas pelas operadoras de telefonia móvel, permitindo identificar aparelhos que voltam a ser ativados após o registro da ocorrência.

Quando um dispositivo é religado e identificado no sistema, o usuário recebe uma notificação informando que o celular consta como produto de roubo ou furto. A mensagem orienta sobre os procedimentos necessários para a regularização da situação, o que tem auxiliado na recuperação de parte dos aparelhos e no combate à receptação.

A Secretaria da Segurança Pública avalia que o monitoramento tecnológico é uma das principais estratégias para reduzir esse tipo de crime, mas especialistas apontam que o baixo índice de recuperação ainda representa um desafio para as autoridades e para os moradores da capital.