Por: Da Redação

Mortes no trânsito de SP crescem em 2025 e acendem alerta

Maioria dos acidentes fatais ocorreu aos domingos | Foto: Freepik

A cidade de São Paulo encerrou 2025 com aumento no número de mortes causadas por acidentes de trânsito, alcançando o segundo maior índice desde o início da série histórica do Infosiga. Ao todo, foram contabilizados 1.034 óbitos ao longo do ano, cinco a mais do que em 2024, quando a capital havia registrado 1.029 vítimas fatais.

Os dados, divulgados pela plataforma mantida pelo governo estadual, indicam que o volume de mortes só fica abaixo do registrado em 2015, primeiro ano do levantamento, quando a cidade somou 1.101 óbitos em ocorrências viárias. Desde então, os números vinham apresentando oscilações, mas o resultado de 2025 reacende o debate sobre segurança no trânsito urbano.

O perfil das vítimas revela que os motociclistas continuam sendo o grupo mais vulnerável nas vias da capital. Eles responderam por 37% do total de mortes, com predominância de homens entre 25 e 29 anos. A maioria dos acidentes fatais ocorreu aos domingos e em ruas e avenidas da malha urbana.

Apesar de uma leve redução no número de mortes envolvendo motocicletas — que passaram de 481 em 2024 para 475 em 2025 —, o total ainda permanece elevado. Em contrapartida, os atropelamentos tiveram o crescimento mais expressivo entre todas as categorias. As mortes de pedestres subiram 10% em um ano, saltando de 372 para 410 vítimas, o que reforça a preocupação com a segurança de quem circula a pé pela cidade.

Outros modais apresentaram queda mais significativa. As mortes em acidentes com automóveis recuaram 15%, passando de 100 para 85 registros. Entre ciclistas, a redução foi ainda maior: 20% a menos, com o total caindo de 44 para 35 óbitos na comparação anual.

Diante do cenário, a Prefeitura de São Paulo afirma manter uma série de ações voltadas à redução da violência no trânsito. Entre as medidas adotadas estão a ampliação de áreas com limite de velocidade reduzido, implantação de rotas escolares mais seguras, ajustes nos tempos semafóricos para travessia de pedestres e expansão da sinalização horizontal, como faixas de pedestres e travessias elevadas.

A administração municipal também destaca intervenções em pontos críticos da cidade, com readequação viária, instalação de minirrotatórias e reforço na organização do fluxo, além da criação de espaços exclusivos para motociclistas nos semáforos. A estratégia faz parte de um conjunto de iniciativas permanentes voltadas à segurança viária e à redução de mortes no trânsito da capital paulista.