Por: Da Redação

Barueri lidera ranking do aluguel mais caro do Brasil

Levantamento acompanha o preço médio de novos contratos | Foto: Reprodução/Youtube

Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, aparece no topo do ranking nacional de aluguel residencial e se consolida como a cidade mais cara do Brasil para quem vive de locação. Dados mais recentes do Índice FipeZAP indicam que o valor médio do metro quadrado no município chegou a R$ 70,35 por mês, superando todas as demais cidades monitoradas no país.

Na prática, isso significa que um apartamento de 50 metros quadrados em Barueri custa, em média, R$ 3.517,50 mensais. O valor representa uma alta em relação ao ano anterior e reforça a tendência de encarecimento contínuo do mercado imobiliário local, especialmente em áreas de alto padrão.

O desempenho de Barueri não é pontual. Desde 2022, o município ocupa a liderança do ranking nacional, impulsionado principalmente pela valorização de Alphaville e de outros bairros corporativos e residenciais voltados a um público de maior renda. A combinação entre infraestrutura urbana, oferta de empregos qualificados, proximidade com a capital paulista e forte presença de empresas tem pressionado os preços dos aluguéis.

Na comparação com outras cidades da Grande São Paulo, a diferença é expressiva. A capital paulista aparece logo atrás no ranking nacional, com valor médio de R$ 62,56 por metro quadrado. Mesmo assim, morar em Barueri custa significativamente mais caro do que viver em diversos bairros valorizados da cidade de São Paulo, o que evidencia a força do mercado local.

O levantamento acompanha o preço médio de novos contratos de aluguel em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais, e considera apartamentos prontos. Em âmbito nacional, o valor médio do metro quadrado ficou em R$ 50,98, o que coloca Barueri bem acima da média do país e também acima do padrão da própria Região Metropolitana.

Além do cenário local, o movimento de alta dos aluguéis reflete fatores macroeconômicos. Em 2025, os preços dos novos contratos subiram, em média, 9,44% no Brasil, percentual mais que o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA. Mesmo com desaceleração em relação a 2024, o avanço real segue relevante.

O mercado de trabalho aquecido, com baixa taxa de desemprego, e o aumento da renda disponível ajudam a sustentar reajustes acima da inflação. Medidas como a valorização do salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda também contribuem para manter a demanda por locação em patamares elevados.

A expectativa para o primeiro semestre de 2026 é de continuidade da alta dos aluguéis, porém em ritmo mais moderado. Ainda assim, para quem mora ou pretende morar em Barueri e na Grande São Paulo, o custo do aluguel segue como um dos principais desafios do orçamento familiar.