A Polícia Civil de São Paulo prendeu um funcionário do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Guarulhos suspeito de participação em furtos avaliados em cerca de R$ 3 milhões. A detenção ocorreu na terça-feira (6), durante a Operação Check-In III, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
O investigado trabalhava como operador de empilhadeira e é apontado como responsável por facilitar a subtração de ao menos três cargas contendo telas e aparelhos de telefonia celular. Segundo as investigações, a atuação do funcionário teria sido fundamental para o desvio dos produtos ainda dentro da área operacional do terminal, considerado o maior e mais movimentado do país.
A ação foi realizada por agentes da 2ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptação de Cargas (Divecar), que cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão autorizados pela Justiça. O suspeito, que teve a identidade preservada, foi detido e colocado à disposição do Poder Judiciário.
De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que o operador também tenha envolvimento em outros furtos semelhantes registrados no terminal de cargas do aeroporto. As investigações apontam para a atuação de um grupo criminoso estruturado, que se aproveitava da rotina logística e do acesso restrito à área para cometer os crimes sem levantar suspeitas imediatas.
A Operação Check-In III é a terceira fase de uma ofensiva iniciada em setembro de 2025, com foco no combate a furtos, roubos e receptação de cargas no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Desde o início da apuração, a polícia vem reunindo provas, analisando imagens, documentos logísticos e movimentações internas para identificar todos os envolvidos no esquema.
A Secretaria da Segurança Pública informou que as diligências continuam e que novas prisões não estão descartadas. O objetivo é localizar outros integrantes do grupo e aprofundar a responsabilização penal dos suspeitos que atuavam dentro e fora do terminal.
A concessionária responsável pela administração do aeroporto foi procurada para comentar o caso, mas não houve manifestação até a última atualização.