Por: Da redação

Laudo de 2024 não apontava risco em árvore que caiu no Ibirapuera

Ibirapuera recebeu visitantes antes dos fortes ventos | Foto: Renato S. Cerqueira/Ato Press/Folhapress

Um laudo ambiental elaborado em 2024 pela concessionária Urbia não apontava risco na árvore de grande porte que caiu no Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, na tarde da última sexta-feira (2). A informação foi confirmada pela Prefeitura de São Paulo. O incidente deixou três pessoas feridas. A mulher que tinha sido mais atingida e precisou ser internada, já recebeu alta.

Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, o documento indicava que a árvore, um ipê, apresentava bom estado fitossanitário e não possuía sinais de comprometimento estrutural ou risco iminente de queda. O laudo integra o inventário arbóreo exigido no contrato de concessão do parque.

Após o acidente, a prefeitura informou que uma nova análise técnica foi iniciada para apurar as causas da queda. A concessionária Urbia também acompanha o procedimento. De acordo com a administração municipal, no momento do ocorrido foram registradas rajadas de vento de até 42 quilômetros por hora na capital paulista.

Uma avaliação preliminar realizada pela Defesa Civil Municipal não identificou danos estruturais na área onde a árvore caiu. Mesmo assim, o local foi isolado por medida de segurança e segue interditado até a conclusão da remoção completa do tronco e dos galhos.

Entre as vítimas está Débora Oliveira, de 57 anos, que trabalhava em um quiosque dentro do parque vendendo água de coco e salgadinhos. Ela foi atingida por um galho e sofreu ferimentos na cabeça, levando nove pontos na testa, além de fraturar a clavícula, que precisou ser imobilizada.

Débora foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, com apoio do helicóptero da Polícia Militar, e encaminhada ao Hospital São Paulo. Segundo a Urbia, após avaliação médica, ela recebeu alta, mas ainda apresenta dores decorrentes do impacto.

Outras duas pessoas também foram atingidas pela queda da árvore. Elas tiveram ferimentos leves e receberam atendimento no próprio Parque Ibirapuera, sem necessidade de encaminhamento hospitalar.

A Urbia administra o Parque Ibirapuera desde outubro de 2020, após vencer a licitação e firmar contrato de concessão com a Prefeitura de São Paulo. O acordo prevê gestão, manutenção e investimentos no parque por 35 anos, com vigência até cerca de 2055.

Em nota, a concessionária lamentou o acidente, afirmou que presta assistência às vítimas e informou que os trabalhos de remoção da árvore começaram no dia seguinte à queda. A empresa destacou que o manejo arbóreo é de sua responsabilidade e que realiza monitoramento permanente para garantir a segurança dos frequentadores.