O Réveillon da Paulista marcou a virada do ano em São Paulo com uma das maiores celebrações já realizadas na capital. O evento contou com 14 horas de shows gratuitos na Avenida Paulista e reuniu artistas de diferentes gêneros musicais, além de uma grande estrutura de segurança, mobilidade e saúde. A programação ocorreu ao longo do dia 31 de dezembro e seguiu até a madrugada de 1º de janeiro, atraindo milhões de pessoas ao principal cartão-postal da cidade.
A festa começou ainda pela manhã, às 8h, em comemoração aos 100 anos da Corrida Internacional de São Silvestre. O DJ KVSH abriu a programação e acompanhou a concentração do público logo nas primeiras horas do dia. A Prefeitura estimou que milhares de pessoas circularam pela Paulista desde cedo, consolidando o Réveillon como um dos eventos turísticos e culturais mais relevantes do país.
Durante a tarde, a partir das 14h, o palco principal recebeu apresentações da música religiosa. O grupo Colo de Deus, Frei Gilson e Padre Marcelo Rossi comandaram essa etapa da programação, que reuniu fiéis e famílias em um momento de celebração e reflexão. A diversidade de estilos marcou o evento e preparou o público para a sequência de shows noturnos.
No início da noite, o sertanejo assumiu o protagonismo. Às 18h, João Gomes abriu a série de apresentações do gênero mais ouvido na capital, segundo levantamento da JLeiva. Em seguida, Belo subiu ao palco às 19h20, levando sucessos que marcaram gerações. A dupla Maiara & Maraisa se apresentou às 20h40, enquanto Ana Castela animou o público a partir das 22h.
A cantora Simone Mendes foi responsável pelo momento mais aguardado da noite. Seu show teve início às 23h20 e conduziu a contagem regressiva para a chegada de 2026, reunindo milhares de pessoas em frente ao palco. Após a virada do ano, Latino encerrou a programação, com apresentação que seguiu até cerca de 2h30 da madrugada.
Além dos shows, o Réveillon da Paulista contou com uma queima de fogos silenciosos de 15 minutos, considerada a maior já realizada em São Paulo. Ao todo, foram utilizadas 6,5 toneladas de artefatos sem estampido, priorizando o bem-estar de pessoas sensíveis ao barulho e de animais. A estrutura do palco teve 17 metros de altura por 20 metros de largura, com painéis de LED e dez torres de vídeo distribuídas ao longo da avenida.
Segundo estimativas da Fundação Getulio Vargas, as ações de Natal e Réveillon movimentaram mais de R$ 2 bilhões na economia da capital paulista e geraram cerca de 18 mil empregos temporários. A projeção apontou a presença de até 8 milhões de pessoas durante o Réveillon e a Corrida de São Silvestre.
Para garantir a segurança do público, foi realizada uma operação integrada envolvendo diferentes órgãos. A Polícia Militar atuou com 1.950 policiais, apoio de drones, torres de observação, agentes à paisana e câmeras com reconhecimento facial. A Guarda Civil Metropolitana reforçou o patrulhamento com mais de 1.100 agentes, além do suporte do sistema Smart Sampa.
Na área da saúde, o evento contou com sete postos médicos distribuídos pela Avenida Paulista, ambulâncias e UTIs móveis. Toda a estrutura esteve integrada às unidades de pronto atendimento 24 horas, com monitoramento constante durante a programação.
A limpeza urbana operou em esquema especial. Ao todo, 550 agentes atuaram exclusivamente na Paulista durante o Réveillon, com reforço da coleta seletiva e utilização de água de reuso para a lavagem da via após o evento.
O transporte público também recebeu reforço. A SPTrans colocou em operação cerca de 500 ônibus distribuídos em 46 linhas, enquanto a CET mobilizou agentes e viaturas para orientar o trânsito e realizar as interdições necessárias. Ações sociais incluíram atendimento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania para orientar o público, prevenir situações de violência e garantir acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade durante a festa.