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Amapá quer projetar o 'Arraiá da Capital'

O governo do estado do Amapá consolida o apoio ao segmento cultural como ferramenta de transformação social e econômica, garantindo suporte estratégico para a realização da quadra junina de 2026.

Ao priorizar o fomento às tradições populares, o estado viabiliza que eventos como o "Arraiá da Capital" alcancem projeção nacional, fortalecendo a rede de apoio aos artistas e promovendo o desenvolvimento regional por meio da cultura.

Articulação

Essa articulação institucional é realizada em conjunto com a Federação das Entidades e Associações Juninas do Amapá (FEAJ) e conta com a parceria do deputado Paulo Lemos. Para o presidente da federação, Augusto Júnior, esse respaldo governamental é fundamental para o crescimento do setor.

"O apoio é incondicional e essencial, não só para o nosso evento, mas principalmente para o movimento junino e para o segmento cultural de todo o estado. A presença do Estado representa o resgate da valorização e do respeito que temos pelo movimento junino", afirmou.

Premiações

Dentro desse cenário de valorização, o movimento organiza um cronograma que inclui a escolha dos soberanos no dia 28 de maio, no espaço Nuance Eventos.

A competição premiará com uma moto 0 km cada vencedor das categorias Soberano, Soberana e Soberana Diversidade. O festival, que conta com o suporte do Estado para sua execução, oferecerá uma das maiores premiações do país, R$ 60 mil para a quadrilha campeã estilizada e R$ 20 mil para a tradicional, elevando o patamar competitivo do Amapá no cenário junino.

Além do aspecto festivo, o incentivo ao movimento junino impacta toda a cadeia produtiva local, como ressalta o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Cirley Picanço.

"O período representa o fortalecimento da cadeia produtiva e criativa em todos os setores do estado"destacou.

"Beneficia diretamente costureiras, maquiadores, estilistas, coreógrafos e diversos trabalhadores da economia criativa, que encontram na quadra junina uma importante fonte de renda", destacou.

O sentimento de valorização é compartilhado por quem está no centro das apresentações.

Shayenne Gonçalves, de 26 anos, veterana do grupo Estrela do Norte, com uma década de atuação, destaca a importância do espaço conquistado.

"Eu acho maravilhoso, não só para mim, mas para todos que fazem parte da cultura há muito tempo", festeja Shayene.