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Amazonas alinha estratégias contra cheias

O governo do Amazonas, por meio da Defesa Civil e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), promoveu, nesta terça-feira (14) uma reunião estratégica com representantes da indústria, comércio e serviços para tratar das previsões relacionadas à cheia e à vazante no estado em 2026.

O encontro teve como objetivo principal promover o diálogo entre o poder público e o setor produtivo, com foco na troca de informações técnicas e no alinhamento de estratégias que possibilitem um planejamento prévio mais eficiente diante dos eventos hidrológicos extremos, intensificados pelos efeitos da crise climática global.

El Niño

A Defesa Civil do Amazonas realiza o monitoramento contínuo das previsões de chuvas e temperaturas na região e dos possíveis fenômenos climáticos.

Nesse sentido, a entidade estadual confirmou, junto a órgãos internacionais, a previsão da predominância do fenômeno El Niño já no mês de maio, o que influenciará nas condições hidroclimatológicas do Amazonas e pode causar um pico de vazante antecipado e severo em 2026.

Estiagem

Diante das previsões que, neste momento, apontam para uma grande estiagem neste ano, o secretário de Estado da Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, explicou como esses encontros colaboram de forma efetiva para as ações preventivas e de enfrentamento aos eventos climáticos extremos.

"O nosso objetivo maior é preparar o nosso estado para enfrentar todos os cenários críticos que possam comprometer não só a economia, o meio ambiente, mas sobretudo no campo social. Reuniões como essa, preparatórias, já fazem parte do escopo de trabalho da Defesa Civil e visam envolver todo um segmento que é extremamente importante para a economia do nosso Estado. Nosso trabalho é buscar o apoio necessário para que os enfrentamentos ocorram de forma mais natural possível", destacou.

Cenários

Durante a reunião, foram apresentadas análises e cenários elaborados pelos órgãos de monitoramento, além de orientações voltadas à mitigação de impactos econômicos, logísticos e sociais.

A iniciativa busca fortalecer a atuação integrada entre governo e iniciativa privada, especialmente em setores diretamente afetados pelas variações dos níveis dos rios, como transporte, abastecimento e produção. O titular da Sedecti, Gustavo Igrejas, destacou a importância desse tipo de iniciativas preventivas.