As gêmeas siamesas Eliza e Yasmin, que nasceram unidas pelo tórax na Maternidade Ana Braga, em Manaus (AM), comemoraram, nesta quinta-feira (9) o primeiro aniversário. O caso, marcado pela complexidade e pelo desfecho exitoso, tornou-se símbolo da capacidade técnica da rede estadual e da integração do Sistema Único de Saúde (SUS).
As crianças nasceram em uma unidade de referência em parto de alto risco, após acompanhamento multiprofissional iniciado ainda no pré-natal, realizado na Maternidade Nazira Daou.
A mãe, Elizandra da Costa, natural de Monte Alegre (PA), optou por realizar o parto no Amazonas, onde recebeu assistência especializada durante toda a gestação.
Mobilização
Desde o início, a situação mobilizou uma ampla estrutura da rede estadual, envolvendo mais de 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos, reguladores e equipes de gestão.
Após o nascimento, as bebês foram submetidas a uma série de exames na Fundação Hospital do Coração Francisca Mendes (FHCFM), que subsidiaram a definição do plano terapêutico.
A cirurgia de separação foi realizada com sucesso no dia 13 de maio de 2025, no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia (GO), referência nacional em pediatria de alta complexidade. O procedimento contou com a atuação do cirurgião pediátrico Zacharias Calil e foi viabilizado por meio do programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), evidenciando a cooperação entre estados dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Após 107 dias de internação, Eliza e Yasmin retornaram a Manaus, em agosto de 2025, onde passaram a ser acompanhadas pela rede estadual de saúde.
As crianças receberam assistência do programa Melhor em Casa e acompanhamento ambulatorial especializado.