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Tocantins monitora qualidade da água dos rios

O governo do Tocantins investe no fortalecimento do monitoramento das bacias hidrográficas do estado, por meio da estruturação da rede hidrometeorológica estadual.

O Tocantins é um dos principais estados do país em termos de potencial hídrico, favorecido principalmente pela bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia.

Oferta com qualidade

Com uma economia impulsionada pelo agronegócio, o grande desafio do estado é garantir o uso e a oferta de água em quantidade e qualidade para os diversos usos no futuro.

Nesse sentido, o governo, dentro das diretrizes da Política Estadual de Recursos Hídricos do Tocantins, estruturou sua rede hidrometeorológica.

As bacias são monitoradas 24 horas por dia com dados de cota, vazão, chuvas e qualidade da água, abrangendo mais de 90% das bacias do estado.

O trabalho é realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), por meio da Diretoria de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos, com apoio do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão), da Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA).

Informações confiáveis

O investimento tem por objetivo disponibilizar informações confiáveis e atualizadas sobre a situação hídrica estadual, fortalecendo a gestão ambiental, o planejamento de recursos hídricos e a segurança hídrica da população.

Os dados coletados também são essenciais para a análise e a emissão de outorgas realizadas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

Plataformas

Atualmente, a rede hidrometeorológica do estado tem 77 Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) e 80 pontos de monitoramento da qualidade da água, equipados com sondas multiparamétricas que permitem avaliar diferentes características dos rios.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, pontua que os dados obtidos nas estações são fundamentais para o planejamento e a gestão dos recursos hídricos no território tocantinense.

"O monitoramento das bacias permite que o governo adote medidas mais rápidas diante de situações como enchentes ou períodos de estiagem. A gente consegue definir também ações estratégicas mapeando as regiões com grande potencial para a agricultura ou a indústria, a partir da disponibilidade da água", avalia.

Os dados coletados são enviados para a Sala de Situação e para a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).