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Fé e história marcam Canaval paraense

A segunda noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de Belém, no sábado (28), levou cor, tradição e enredos marcados pela fé, ancestralidade e história à Aldeia Amazônica David Miguel.

Quatro agremiações cruzaram a avenida em busca do título do Carnaval 2026: Matinha, Boêmios da Vila Famosa, Quem São Eles e Deixa Falar.

Repasse

Este ano, o governo do Pará dobrou o repasse às agremiações carnavalescas de Belém.

Para as escolas do Grupo Especial, o investimento foi de R$ 1,5 milhão, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e do Banco do Estado do Pará (Banpará).

Outros R$ 300 mil foram destinados às escolas dos grupos 1 e 2, que desfilam no próximo final de semana.

"Sala de aula"

A secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal, prestigiou a segunda noite e destacou a inventividade e a força da cultura e da arte refletidas nos desfiles.

"A avenida é uma 'sala de aula' e nos ensina sobre a nossa própria história. O que vimos é a força da nossa cultura popular na avenida. Mais uma vez, o governo do Estado reafirma seu compromisso com a cultura popular e com essa cadeia produtiva da cultura e da arte, que movimenta tantos negócios, tantos profissionais talentosos, gerando emprego, renda e progresso social para a nossa população. Viva o Carnaval de Belém!", celebrou.

O público marcou presença e garantiu a animação, mesmo com a chuva.

Para Fátima Cardoso, a noite foi de celebração. "Mesmo com chuva, prestigiamos. O carnaval aqui é uma maravilha", disse. Já Joana Evangelista destacou o diferencial da festa em Belém.

"Com chuva ou sem chuva, o Carnaval de Belém é maravilhoso. Eu torço por todas as escolas, porque o carnaval para mim é tudo", afirmou.

A primeira escola a pisar na avenida neste sábado foi a Matinha, com o enredo "Iá! É na Matinha, que a Padilha vai girar!", em homenagem à figura de Maria Padilha.

O desfile destacou o feminino, a ancestralidade e a presença das religiões de matriz africana e afro-indígena na cultura brasileira, com uma narrativa que percorreu simbolicamente a trajetória da entidade até sua incorporação às tradições espirituais no país.

Na sequência, os Boêmios da Vila Famosa levaram para a avenida o enredo "Folia para Antônio, o Santo milagroso", celebrando a devoção popular a Santo Antônio e a forma como fé e festa se misturam na cultura brasileira.