Por meio do Serviço de Oftalmologia do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), em Macapá, o governdo Amapá conseguiu zerar a fila de espera de pacientes que aguardavam por atendimentos especializados, exames e procedimentos em pelo menos sete municípios.
A iniciativa faz parte de uma estratégia de descentralização e humanização, garantindo que o cidadão amapaense acesse serviços de alta complexidade sem precisar se deslocar por longas distâncias.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e a estratégia do "Zera Fila" foca na busca ativa e no atendimento direto nas comunidades, eliminando gargalos históricos que sobrecarregavam a capital.
Com o suporte de equipes itinerantes, o serviço transformou a realidade de milhares de famílias que antes aguardavam por anos pelo tratamento da visão.
Triagem
De acordo com o responsável técnico do Serviço de Oftalmologia da Sesa, Fernando Paraense, o sucesso da iniciativa se deve ao modelo de triagem implementado em 2025.
"O programa Zera Fila Oftalmologia começou em 2025 com um projeto de triagem por todo o estado. Levamos uma equipe de enfermeiros, técnicos e oftalmologistas, para fazer avaliações nos municípios. Já passamos por Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Porto Grande, Calçoene, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho e Amapá.
Nestes locais, trabalhamos com livre demanda, atendendo nas UBSs e escolas estaduais. O paciente que procura o serviço já sai de lá com a sua consulta marcada", explicou Paraense.
O impacto da ação vai além das consultas de rotina.
O governo do Amapá, através do HCAL, conseguiu garantir o acesso a subespecialidades que antes possuíam as maiores filas de espera, como córnea e retina, glaucoma, e exames e diagnósticos de alta precisão.
O fluxo de atendimento agora segue um cronograma rigoroso de regulação. Atualmente, a rede estadual disponibiliza entre 700 a 800 consultas mensais.