O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), participou na semana passada, em Brasília, de uma reunião de integração com representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Consórcio da Amazônia Legal (CAL) para tratar do segundo ano de execução do Programa de Resiliência Socioambiental nas Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do Igarapé São Francisco e do Lago do Amapá.
Os investimentos para a implementação do programa foram captados em fevereiro de 2025, pelo governo do Acre e somam US$ 2,7 milhões — cerca de R$ 15 milhões — e são destinados para ações no enfrentamento aos eventos climáticos extremos, fortalecimento da governança local, incentivo à restauração ambiental, bioeconomia e resiliência comunitária.
Resiliência
As ações apresentadas pela Sema foram estruturadas para ampliar a resiliência socioambiental das APAs, promovendo a conservação dos recursos naturais e o empoderamento das comunidades locais.
A implementação do programa tem duração prevista até o final do ano, com foco em soluções sustentáveis e na integração entre conservação ambiental e desenvolvimento social.
Ajustes operacionais
Durante a reunião, foram debatidos os ajustes operacionais para o início e a consolidação do segundo ano do projeto, etapa considerada estratégica por marcar a chegada efetiva das ações aos territórios e às comunidades beneficiadas.
Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, o encontro foi fundamental para alinhar expectativas e garantir maior eficiência na execução.
"Foi um momento importante para apresentar nossas demandas, avanços e também os desafios enfrentados, especialmente porque é quando as ações começam a chegar de forma concreta às comunidades. Esse alinhamento é fundamental para garantir a efetividade do projeto e o alcance dos resultados esperados", destacou.
Além do secretário do Meio Ambiente, participaram da reunião, o diretor de Meio Ambiente, Erisson Cameli, o coordenador dos setores de ciências naturais, humanas e sociais da Unesco, Fábio Eon, a Secretária Executiva do Consórcio da Amazônia Legal, Vanessa Duarte e a Oficial de Parcerias e Financiamentos do Escritório da Coordenadora Residente da ONU, Thamirys Lunardi.
O projeto
O projeto é fruto da parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Fundo Brasil ONU, com o Consórcio da Amazônia Legal (CAL) e executado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Recebe ainda doação do governo do Canadá.
Agência de Notícias
do Acre