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Tratamento com dose única para malária

Rondônia avança no enfrentamento à malária ao implementar, entre 2024 e 2025, o uso da tafenoquina (medicamento inovador em dose única para tratar a malária) associada à testagem de G6PD (glicose-6-fosfato desidrogenase) para o tratamento radical da doença causada pelo Plasmodium vivax.

A estratégia amplia a segurança terapêutica, reduz o risco de recaídas e fortalece o controle da transmissão no estado, conforme dados apresentados no Boletim Epidemiológico - Implementação da Tafenoquina nos Municípios de Rondônia.

A iniciativa tem como objetivo qualificar o manejo clínico da malária, garantindo tratamento eficaz em dose única, aliado à testagem prévia da atividade da enzima G6PD, condição indispensável para o uso seguro da medicação.

A ação é coordenada pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), secretarias municipais de saúde, Distritos Sanitários Especiais Indígenas e instituições de pesquisa, fortalecendo a vigilância, o diagnóstico oportuno e a assistência à população.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), o investimento em novas tecnologias e estratégias de saúde pública amplia a proteção da população.

"Estamos fortalecendo o combate à malária com ações modernas, seguras e baseadas em evidências que ampliam o acesso ao tratamento adequado e contribuem para reduzir a transmissão da doença, especialmente em áreas mais vulneráveis", salientou.

Resultados

De acordo com o coordenador estadual do Programa da Malária da Agevisa/RO, Valdir França Soares, a introdução da tafenoquina representa um marco no controle da doença no estado. "O tratamento em dose única, associado à testagem de G6PD, melhora a adesão dos pacientes e garante maior segurança na prescrição, fortalecendo o cuidado integral e qualificando o trabalho das equipes de saúde nos municípios", explicou.

Os dados consolidados no boletim epidemiológico indicam que, entre junho de 2024 e novembro de 2025, foram realizados 5,8 mil testes de G6PD em Rondônia, resultando no tratamento de 3.321 pacientes com tafenoquina, principalmente em municípios com maior carga da doença, como Porto Velho, Candeias do Jamari e Cujubim.

Segundo o diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, os resultados demonstram a efetividade da estratégia.

Governo de Rondõnia