O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou R$ 30,6 milhões em multas, embargou 239 mil hectares e consolidou 14 etapas de fiscalização em 2025, durante a Operação Região Metropolitana, que teve como foco o combate ao desmatamento ilegal, queimadas irregulares, exploração madeireira sem licença, ocupações irregulares e atividades agropecuárias sem autorização.
As ações também resultaram na apreensão de madeira, equipamentos e bens utilizados nas infrações.
As fiscalizações abrangeram os municípios de Iranduba, Manacapuru, Novo Airão, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Silves, Itapiranga, Presidente Figueiredo, Careiro da Várzea, Manaquiri, Autazes e Careiro Castanho, com atuação em ramais, rodovias, áreas rurais, zonas de expansão urbana e unidades de conservação, priorizando áreas de maior pressão ambiental.
Principais crimes
De acordo com o balanço do Ipaam, os principais crimes constatados foram supressão de vegetação sem licença, uso irregular do fogo, exploração e transporte de madeira sem documentação, abertura de áreas para pastagem e ocupações em áreas protegidas.
Em parte das etapas, também foram registrados descumprimentos de embargos e reincidência de infrações.
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, afirma que o reforço no monitoramento e a presença contínua das equipes contribuíram para ampliar a capacidade de resposta do Estado e coibir atividades ilegais na região.
"Os resultados refletem o compromisso do Governo do Amazonas com a proteção ambiental e com a responsabilização de quem insiste em desrespeitar a legislação.
A Operação Região Metropolitana fortalece o controle territorial, enfrenta atividades ilegais e ajuda a prevenir danos à floresta e à população", destaca o diretor-presidente do Ipaam.
Além das autuações, a operação resultou na apreensão de madeira, veículos, equipamentos e ferramentas utilizadas nas práticas ilegais.
Agência Amazonas