A Polícia Civil de Roraima (PCRR) encerrou o ano de 2025 com resultados significativos no combate ao crime organizado, a partir de operações estratégicas conduzidas pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Ao longo do ano, ações autorizadas pela Justiça resultaram no bloqueio de mais de R$ 11 milhões em contas bancárias de investigados, atingindo diretamente a estrutura financeira de facções criminosas atuantes no estado.
Especializada no enfrentamento às organizações criminosas, a Draco consolidou 2025 como um período de forte ofensiva, com cerca de 60 prisões realizadas, incluindo detenções preventivas, temporárias e em flagrante. As investigações também culminaram no cumprimento de 44 mandados de prisão, 104 mandados de busca e apreensão domiciliar e na instauração de 22 inquéritos policiais.
Entre as principais operações deflagradas estão "Fim de Dança I", que resultou em seis prisões e 23 mandados de busca e apreensão; "Nova Colina", com o cumprimento de oito mandados de busca; "Cerco Fechado", que levou ao cumprimento de 12 mandados de busca e oito de prisão; e "Ouro de Tolo", responsável por oito prisões e 21 mandados de busca e apreensão.
O maior destaque do ano foi a operação "Fim de Dança II", considerada a mais robusta da Draco em 2025. A ação mobilizou mais de 300 policiais civis e resultou no cumprimento de 22 mandados de prisão, 52 mandados de busca e apreensão e 10 autos de prisão em flagrante.
As investigações também ultrapassaram as fronteiras de Roraima, com o cumprimento de mandados em estados como São Paulo, Santa Catarina, Amazonas, Pernambuco, Pará, Amapá e Maranhão, evidenciando o alcance interestadual das organizações investigadas.
No campo das apreensões, as operações retiraram de circulação 115 aparelhos celulares, aproximadamente 3,7 quilos de cocaína, 14 gramas de crack, além de procedimentos envolvendo maconha e outras drogas. Armas de fogo, veículos e bens utilizados em atividades criminosas também foram apreendidos.