O abacate é, neste momento, o principal destaque da produção agrícola na região da Ibiapaba e também da comercialização na Ceasa em Tianguá, no Ceará, especialmente o da variedade Betânia, que apresenta grande oferta no mercado. Os frutos de maior tamanho, sobretudo os médios e grandes, concentram a maior parte da comercialização, enquanto os menores já não têm a mesma saída, reflexo direto do excesso de produção registrado na região neste período. As informações são do analista de mercado da Ceasa Tianguá, Júlio Teixeira, com colaboração de Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa-CE.
Atualmente, o preço do abacate comercializado na Ceasa em Tianguá está variando entre R$ 20 e R$ 30 a caixa com 20 quilos, dependendo principalmente do tamanho e da qualidade dos frutos ofertados. No entanto, diante do elevado excedente da produção local, a tendência é de possível queda nos valores nas próximas semanas, caso o volume continue acima da média registrada para esta época do ano.
A produção é oriunda principalmente dos municípios cearenses de São Benedito, Guaraciaba do Norte, Ibiapina, Ubajara e Tianguá, consolidando a região da Ibiapaba como um dos principais polos produtores de abacate no Estado. O fruto figura entre os mais procurados e comercializados tanto diretamente nos pomares quanto no mercado atacadista da Ceasa em Tianguá, desempenhando papel relevante na geração de renda para agricultores locais e comerciantes.
A safra abundante tem ultrapassado as fronteiras da região, impulsionando o envio do produto para outros Estados brasileiros, com destaque para os mercados das regiões Sudeste e Norte do país.
A elevada disponibilidade tem garantido maior presença do abacate cearense em diferentes centros consumidores, ampliando a competitividade do produto e fortalecendo sua participação em redes de distribuição fora do Estado. Esse movimento também contribui para o escoamento da produção em períodos de maior volume, evitando perdas e ampliando oportunidades comerciais para produtores e distribuidores.
Segundo Odálio Girão, o cenário atual é resultado direto da alta produtividade observada nas áreas de cultivo da Ibiapaba. "Estamos com uma safra muito volumosa na região, o que aumenta significativamente a oferta no mercado. Esse excesso acaba pressionando os preços para baixo e ampliando a distribuição para outros Estados, garantindo maior circulação do produto", explica o analista. Ele destaca ainda que a diversificação dos destinos comerciais tem sido fundamental para manter o ritmo das vendas e reduzir impactos negativos sobre os produtores locais.