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Maranhão monitora bancos de ostras

O Governo do Maranhão deu início ao monitoramento ambiental de ostras extraídas dos bancos naturais de Araioses, município com a maior concentração de moluscos bivalves da região do Delta das Américas, no litoral leste do estado. O trabalho, coordenado pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária, é o primeiro passo para o fortalecimento da cadeia extrativista.

"O início do monitoramento ambiental em Araioses é um divisor de águas para a profissionalização da extração de ostras no Delta do Parnaíba, que é a base de sustentação econômica", explica o presidente da Aged-MA, Wellington Reis.

"O monitoramento nos bancos naturais de ostras, somado a um conjunto de outras etapas subsequentes, vai permitir que o produto saia da informalidade e esteja apto a receber os selos do Serviço de Inspeção Oficial, adequando a atividade às exigências do mercado consumidor da região e, futuramente, ampliando a comercialização para outras partes do país", ressalta o presidente da Aged-MA. A ausência de certificação sanitária é hoje o principal gargalo para que as ostras extraídas dos bancos naturais em Araioses cheguem aos mercados consumidores nacionais, especialmente às grandes redes de supermercados. Sem os selos do Serviço de Inspeção Oficial, o alimento enfrenta restrições para comercialização.

A importância do monitoramento

O monitoramento ambiental dos bancos naturais onde vivem moluscos bivalves, como as ostras, é essencial para garantir que essa matéria-prima possa ser inspecionada e comercializada com segurança.

Em Araioses, o monitoramento começou pela ilha de Carnaubeiras e contou com a colaboração da oceanógrafa e mestranda da Universidade Federal do Maranhão, Tirza de Almeida Lopes.

O trabalho de coleta, realizado no fim de março por equipes técnicas da Aged-MA, foi supervisionado pelos fiscais estaduais agropecuários Carlos Henrique Marques, chefe da Unidade Regional da Aged em Chapadinha, e Alanna Araújo Silva, responsável técnica pela execução.

A responsável pelo programa, Alanna Araújo Silva, reforça a importância da iniciativa, especialmente para a saúde da população. "O monitoramento nos dará informações para que, de forma articulada e planejada, possamos, posteriormente, liberar as ostras para serem encaminhadas às unidades de beneficiamento registradas no Serviço de Inspeção Oficial e, a partir daí, garantir que o alimento chegue seguro à mesa do consumidor", concluiu.