O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou uma programação especial no Hospital Presidente Vargas, em São Luís, em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado nesta semana. A unidade é referência estadual para o tratamento da doença.
No ambulatório, pacientes e acompanhantes receberam orientações importantes.
"O Hospital Presidente Vargas desempenha papel estratégico nesse cenário, atuando como referência no diagnóstico, tratamento e acompanhamento ambulatorial de pacientes com tuberculose", destacou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
A dona de casa Maria das Dores, moradora da Vila Esperança, zona rural de São Luís, procurou a unidade após ser diagnosticada com pneumonia. "Fui à médica e, após identificar que eu estava com pneumonia, ela orientou que eu procurasse assistência aqui no Hospital Presidente Vargas.
A prevenção é muito importante, por isso vou fazer os exames, conversar com os profissionais e me tratar. Gostei muito dessa programação, tivemos informações importantes sobre a doença e ainda fui presenteada", disse a participante, que foi sorteada durante a ação.
A tuberculose é uma doença infecciosa que exige atenção contínua da população e dos serviços de saúde. Causada por uma bactéria transmitida pelo ar, afeta principalmente os pulmões e pode ser identificada, na maioria dos casos, por sintomas como tosse persistente por mais de duas semanas, febre, perda de peso e sudorese noturna.
Com uma linha de cuidado estruturada e acompanhamento contínuo, o hospital contribui diretamente para a redução da transmissão e para melhores desfechos clínicos. "A nossa unidade é referência no cuidado às pessoas com tuberculose no estado, garantindo acompanhamento contínuo, tratamento adequado e um atendimento cada vez mais humanizado", pontuou a diretora-geral do Hospital Presidente Vargas, Rilma Nunes.
O tratamento é eficaz, seguro e disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em geral, tem duração mínima de seis meses e, quando seguido corretamente até o final, apresenta altas taxas de cura.
A não adesão ou a interrupção precoce do tratamento está entre os principais fatores associados à persistência da doença e ao surgimento de formas resistentes, mais difíceis de tratar.
O diretor clínico da unidade, médico Fernando Moreira, destacou que medidas simples, como manter ambientes ventilados e procurar atendimento de saúde diante de sintomas persistentes, são essenciais.
"A tuberculose tem cura e pode ser controlada. O enfrentamento da doença depende da informação, do acesso aos serviços de saúde e do compromisso coletivo com o cuidado contínuo", afirmou.
Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o Maranhão registrou, em 2025, 3.952 casos de tuberculose. Em 2026, até o momento, já foram notificados 426 casos da doença.