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Doação de órgãos volta a crescer em Sergipe

A doação de órgãos é um gesto de solidariedade capaz de transformar a dor da perda em esperança para muitas famílias. Em Sergipe, o avanço no número de doadores tem possibilitado que mais pacientes tenham acesso a transplantes e a uma nova chance de vida. Por isso, especialistas reforçam a importância de conversar com a família e dizer "sim" à doação de órgãos, decisão que pode beneficiar diversas pessoas que aguardam na fila por um transplante.

Dados da Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE) mostram que, entre 1º de janeiro e 1º de dezembro de 2025, foram registrados 55 doadores de órgãos no estado. Neste período, foram disponibilizados 23 corações, dos quais seis foram utilizados em transplantes. Já em relação aos fígados, 54 foram disponibilizados, com 29 efetivamente transplantados. No caso dos rins, 87 foram disponibilizados, resultando em 68 transplantes realizados.

As córneas também representam uma importante oportunidade de devolver qualidade de vida a pacientes que aguardam pelo procedimento. Em 2025, foram 281 córneas captadas, sendo 216 utilizadas em transplantes.

Em 2026, os números também apontam para a continuidade desse avanço. Entre 1º de janeiro e 6 de março, Sergipe registrou 10 doadores. Nesse período, oito corações foram disponibilizados, com três utilizados; 12 fígados foram disponibilizados, com oito transplantes realizados; e 25 rins foram disponibilizados, resultando em 17 transplantes. Já em relação às córneas, 35 foram captadas, com 18 utilizadas.

Comparando os primeiros meses de cada ano, o crescimento também é perceptível. Entre 1º de janeiro e 9 de março de 2025, foram registrados nove doadores, com captação de 11 rins.

O caso mais recente de captação ocorreu no último dia 8, no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). Graças ao gesto de solidariedade da família, foi possível realizar a captação de fígado, rins e córneas. Os órgãos foram destinados a pacientes em diferentes estados do país: o fígado e um rim foram encaminhados para o Ceará, enquanto os rins direito e esquerdo foram transplantados em pacientes do Rio Grande do Sul. Já as córneas permaneceram em Sergipe, beneficiando pacientes que aguardam na fila por transplante.

A captação mobilizou uma força-tarefa entre as equipes do Huse, da OPO, da Central Estadual de Transplantes e profissionais de outros estados, reafirmando a capacidade técnica, a estrutura e a integração dos serviços de saúde para transformar um gesto de amor em novas oportunidades de vida.