Por:

Bahia encerra 2025 com volume recorde de investimentos

A solidez financeira e econômica do Estado Bahia foi atestada mais uma vez ao final de 2025, evidenciada por indicadores que têm constituído marcas da gestão do governador Jerônimo Rodrigues. O Estado manteve um dos mais baixos índices de endividamento do país, preservou o segundo lugar no ranking nacional de investimentos públicos, novamente atrás apenas de São Paulo, e manteve o equilíbrio fiscal. Esses e outros assuntos, como as operações de crédito em andamento na Bahia, foram tema de reunião entre os secretários da Fazenda, Manoel Vitório, e do Planejamento, Cláudio Peixoto, no Gabinete da Secretaria da Fazenda (Sefaz-Ba). Também participaram do encontro gestores da Superintendência de Administração Financeira, pela Sefaz, e da Superintendência de Captação de Recursos Financeiros.

Com um total de R$ 7,97 bilhões empenhados para investimentos em 2025, a Bahia manteve nesta área o ritmo forte que já havia sido registrado em 2023 e 2024. Em 2023, primeiro ano da atual gestão, o patamar de investimento do Estado já havia sido alto, alcançando R$ 8,38 bilhões. Em 2024, foi de R$ 7,69 bilhões. Ao todo, nestes três anos, o total é de R$ 24,04 bilhões investidos. A Bahia, de forma inédita, alcançou o primeiro lugar em investimentos no país nos primeiros oito meses de 2025. No cômputo geral do ano, no total do ano voltou a ser superada apenas por São Paulo, o mais rico estado brasileiro, que em valores empenhados investiu R$ 16,8 bilhões.

São Paulo e Bahia têm ocupado os dois primeiros lugares do ranking de investimentos desde 2015. O governo baiano, no entanto, em termos proporcionais investiu bem mais que o paulista quando se considera o orçamento de cada estado, já que São Paulo dispõe de cinco vezes mais recursos que a Bahia para as despesas anuais.

"O investimento injeta recursos na economia, criando empregos e fomentando a renda, além de reforçar a capacidade de prestação de serviços à população e de ampliar a infraestrutura, de forma a melhorar a atratividade da Bahia, potencializando o interesse dos investidores", afirmou o secretário da Fazenda, Manoel Vitório. Dos R$ 24,04 bilhões já investidos pela atual gestão desde 2023, apenas R$ 5,07 bilhões foram provenientes de operações de crédito. Os recursos do caixa estadual bancaram a maior parte, cerca de R$ 18,97 bilhões.

De acordo com o secretário do Planejamento, Cláudio Peixoto, os empréstimos destinam-se exclusivamente a investimentos estruturantes, como escolas, hospitais, rodovias e segurança pública, ou à melhoria do perfil da dívida, com substituição por financiamentos a juros menores e condições mais vantajosas. "A Bahia investe porque tem planejamento, equilíbrio fiscal e credibilidade institucional. O Governo do Estado seguirá pautado por dados, transparência e responsabilidade na condução das finanças públicas", explicou.

Um importante parâmetro quanto à saúde das contas é o endividamento sob controle. E, mesmo com o volume recorde de investimentos registrado nos últimos anos e a contratação de novas operações de crédito, o Estado da Bahia mantém a sua dívida em baixo patamar. Em dezembro de 2025, a dívida consolidada líquida correspondia a 36% da receita corrente líquida, percentual ainda mais baixo do que os 37% registrados em dezembro de 2024. O atual nível de endividamento coloca a Bahia em posição segura de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que fixa em 200% o limite máximo para a proporção entre as dívidas dos estados e suas respectivas receitas.

Os resultados de 2025 ganham ainda mais relevância quando observados à luz do contexto enfrentado pelos estados brasileiros. Nos últimos anos, mudanças normativas e o ambiente macroeconômico impactaram fortemente as finanças estaduais. Alterações no regime do ICMS em 2022 provocaram perdas expressivas de arrecadação, superiores a R$ 100 bilhões no conjunto dos estados. Em 2025, a desaceleração da atividade econômica e da inflação reduziu o crescimento das bases tributárias.