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PIB da Paraíba terá 2º maior crescimento do Nordeste

Com crescimento projetado novamente acima das médias regional e nacional, o Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba deve registrar a segunda maior taxa de expansão do Nordeste e a sexta entre as 27 unidades da federação em 2026. A estimativa integra a Resenha Regional de Assessoramento Econômico divulgada neste mês pelo Banco do Brasil.

Segundo o estudo, a economia paraibana deverá crescer 3,5% no período, superando a média prevista para o Nordeste (2,2%) e para o Brasil (2%). No ranking nacional, o estado aparece entre os seis maiores crescimentos, atrás de Rio Grande do Sul (4,6%), Roraima (4,5%), Amapá (4,5%), Ceará (3,8%) e Rondônia (3,6%).

Avanços na economia local

A análise técnica indica que os setores de serviços e construção civil devem sustentar o avanço da atividade econômica estadual. O segmento de serviços, que abrange comércio, administração pública, transportes e demais atividades do setor terciário, terá crescimento estimado em 3,7%, o maior entre os três grandes setores da economia e acima das médias regional e nacional. A agropecuária deve registrar expansão de 2,7%, enquanto a indústria apresenta projeção de alta de 2,3%.

O estudo aponta que o dinamismo do comércio e a continuidade de investimentos públicos e privados contribuem para a expansão econômica, com reflexos na geração de emprego e renda. O fortalecimento da construção civil, impulsionado por obras de infraestrutura, habitação e investimentos urbanos, também amplia o nível de atividade produtiva e favorece cadeias econômicas locais.

Para o secretário da Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba, Marialvo Laureano, o resultado projetado confirma a consistência do crescimento econômico estadual. Segundo ele, 2026 deve marcar o terceiro ano consecutivo de destaque da economia paraibana no cenário nacional.

O gestor lembrou que o estado registrou expansão de 6,6% em 2024 e de 5,5% em 2025, mantendo trajetória superior à média brasileira.

Ampliação de ivestimentos

De acordo com o secretário, o desempenho é resultado da combinação entre políticas públicas de estímulo ao desenvolvimento e parceria com o setor produtivo. Entre os fatores apontados estão a ampliação de investimentos estruturantes, a atração de novos empreendimentos e a diversificação da base econômica.

A gestão do governador João Azevêdo avalia que a continuidade do crescimento depende do fortalecimento do ambiente de negócios e da manutenção de projetos estruturantes em áreas estratégicas.

A expectativa é que a expansão econômica contribua para ampliar oportunidades de trabalho, fortalecer o mercado interno e melhorar indicadores sociais.

Diversificação produtiva

A projeção atual também leva em conta fatores estruturais que contribuem para o dinamismo econômico estadual, como a recuperação gradual do consumo das famílias, impulsionada pela melhora do mercado de trabalho e pela recomposição da renda, além da ampliação do acesso ao crédito por parte de consumidores e empresas. Outro elemento relevante é o desempenho do setor público, que atua como indutor da atividade econômica por meio de investimentos em infraestrutura, políticas de desenvolvimento regional e programas de estímulo à produção. O levantamento aponta ainda que o processo de interiorização do crescimento econômico e a diversificação das atividades produtivas têm fortalecido a base econômica estadual, reduzindo a dependência de setores.