Com 462,8 mil microempreendedores individuais (MEIs) registrados em janeiro de 2026, o Ceará responde por 2,84% do total nacional, estimado em 16,3 milhões de cadastros. O Estado ocupa a 10ª colocação no ranking entre as 26 unidades da Federação e o Distrito Federal, segundo dados da Receita Federal analisados pelo Instituto de Pesquisa.
No contexto regional, o Ceará aparece como o terceiro maior concentrador de MEIs do Nordeste, região que soma cerca de 2,7 milhões de registros. O Estado fica atrás apenas da Bahia, que possui 821,02 mil microempreendedores individuais, o equivalente a 5,03% do total nacional, e de Pernambuco, com 497,9 mil registros, ou 3,05%. Juntos, os três estados concentram parcela significativa do empreendedorismo formal de pequeno porte da região, refletindo o peso econômico desses mercados estaduais.
As informações constam no estudo Enfoque Econômico nº 312 - Janeiro/2026, intitulado Perfil do Microempreendedor Individual (MEI) no Ceará: Análise dos Dados Administrativos de 2026, recém-publicado pela Diretoria de Estudos Sociais (Disoc) do Ipece. A diretoria tem como titular o professor José Meneleu Neto, e o trabalho é assinado pelo assessor técnico João Victor Batista, com colaboração de Rayén Heredia Peñaloza e apoio técnico. O estudo utiliza como base dados administrativos fornecidos pela Receita Federal, permitindo uma leitura detalhada do perfil dos MEIs no Estado.
No ranking nacional, São Paulo lidera de forma isolada, concentrando 27,87% de todos os MEIs do país, evidenciando a forte concentração econômica do Sudeste. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 10,91%, e o Rio de Janeiro, com 10,61%. Na outra extremidade está o Amapá, que registra o menor número absoluto de microempreendedores individuais do Brasil: 27,5 mil, o equivalente a apenas 0,17% do total nacional.
O levantamento também traça o perfil dos MEIs cearenses a partir de dados administrativos. Um dos principais destaques é o relativo equilíbrio entre os gêneros. Do total de registros no Estado, 55,12% correspondem a homens, somando 254.447 cadastros, enquanto 44,87% são de mulheres, com 207.141 registros ativos. Esse resultado indica uma participação feminina expressiva no empreendedorismo formal, especialmente quando comparada a outros segmentos do mercado de trabalho.
Em relação às atividades econômicas, o estudo aponta forte concentração no setor de serviços, característica observada também no cenário nacional.