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Banco Mundial destaca avanço digital do Ceará

Para além da infraestrutura digital, o Ceará destaca-se no estudo do Banco Mundial "O Nordeste Digital", produzido para o Consórcio de governadores da região.

O relatório aponta também os pontos fortes do estado no capital humano e capacitação, nos serviços digitais públicos e privados, no ambiente institucional e governança e no ambiente de negócios, por meio da inovação e ecossistemas produtivos.

"O Ceará destaca-se pela inclusão digital territorializada", assinala o documento. Como exemplo, cita a existência, no estado, de 500 pontos de acesso digital em comunidades de difícil acesso, equipados com internet de alta velocidade e suporte técnico local.

Em números arredondados do acesso digital territorial no Ceará, citados pelo Banco Mundial, 100 mil cidadãos acessam a internet, por mês, nestes 500 pontos, "muitos deles tendo seu primeiro contato com serviços digitais".

Cinturão digital

A abrangência do Cinturão Digital do Ceará (CDC), com 5.921 Km e velocidade de 200 Giga - que neste ano será ampliada para 400 Giga -, cobre 139 municípios, o que corresponde a mais de 72% do território cearense e mais de 90% da população.

Segundo o Banco Mundial, o Ceará se destaca pela política de inclusão digital territorializada, garantindo que áreas rurais e populações historicamente excluídas participem da economia digital.

Por meio do CDC, o programa Ceará Conectado atende hoje a 136 das 184 municípios, com acesso livre à internet em praça pública escolhida pela municipalidade. Este ano, foram contabilizados neste projeto quase 900 mil cearenses com acessos à rede.

"Com investimento de R$ 300 milhões, o Ceará criou uma infraestrutura de base para a digitalização de serviços públicos, educação remota e empreendedorismo digital", diz o relatório.

Fibra ótica

Dois dos 12 pares de fibra óptica do Cinturão Digital foram entregues por meio de concessão para provedores de internet.

A medida impulsionou o surgimento de mais de 500 provedores regionais de internet (ISPs) que utilizam sua rede para oferecer serviços de conectividade a governos, a empresas e à população em geral.

Esse ecossistema descentralizado gera empregos locais, amplia a concorrência e fortalece a economia digital em todo o estado.

Os dados sobre capital humano e capacitação são consolidados pelo Banco na região Nordeste como um todo, sem separação por estado.

A região forma por ano 15 mil profissionais em cursos ligados à tecnologia da informação.

O Nordeste forma 2 mil doutores e possui mais de 800 programas de pós-graduação, dos quais 150 são doutorados nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia e ciências sociais aplicadas.

O estudo do Banco Mundial foi produzido por Raimundo Nogueira da Costa Filho, Luciano Charlita de Freitas, Julian Najles e Luís Alberto Andrés.